09/10 - 08:37 - The New York Times

REYKJAVIK, Islândia - Pessoas vão à falência o tempo todo. Companhias também. Mas países?
A crise global prejudicou alguns dos maiores bancos e instituições financeiras dos Estados Unidos e Europa, mas a Islândia pode ser o primeiro país a entrar para a lista.
Depois de uma década de crescimento na qual os bancos da Islândia, e alguns de seus cidadãos, cresceram mais do que deveriam, a conta ficou cara. Ainda que o efeito total de uma possível falência não tenham sido sentidos, alguns islandeses como Bubbi Morthens já sentem a dor.
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| Temendo a falência do país, morador de |
Então, a crise financeira que atingiu o país piorou no mês passado. O governo estatizou o terceiro maior banco do país. Morthens disse que perdeu as "economias de uma vida", que havia investido em ações.
"O importante num momento destes é não culpar ninguém", ele disse.
"Nós temos um governo que está tentando fazer o melhor, mas teremos que ver o que irão fazer. Talvez este seja um novo começo para a Islândia".
Com o país diante da ameaça iminente de uma "falência nacional", como o primeiro-ministro Geir H. Haarde disse durante o final de semana, muitas pessoas falam sobre uma mudança épica. O único problema é que ninguém sabe o que ela pode significar.
As tentativas erráticas do governo de antecipar os problemas advindos da crise do sistema financeiro não geraram confiança. Em apenas 24 horas, por exemplo, as autoridades abandonaram o plano de ligar sua moeda a um pacote composto por outras.
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| Moradores correm aos caixas eletrônicos |
Algumas pessoas nesse país de 300 mil habitantes pensam que a economia se mostrará resistente, não importa o que aconteça aos bancos ou mesmo às finanças do país.
Enquanto isso o primeiro-ministro, Haarde, considera as opções, enquanto os índices internacionais abaixam a dívida do país e a Islândia espera por um possível empréstimo da Rússia.
"O que aprendemos de todo esse exercício é que não é sábio para um pequeno país tentar adotar uma postura de líder do sistema bancário internacional", ele disse durante uma coletiva de imprensa.
Por ERIC PFANNER
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