08/09 - 08:33 - The New York Times

AVIGNON, França - Ministros do exterior da Europa se encontraram informalmente durante o final de semana no palácio de onde Papas já governaram, mas a conversa gerou em torno da Terceira Roma, como os russos gostam de chamar Moscou.
Uma delegação da União Europeia, liderada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, deve ir a Moscou nesta segunda-feira para se encontrar com o presidente russo, Dmitri A. Medvedev. O objetivo principal da missão será fazer com que a Rússia retire suas tropas da Geórgia e finalmente cumpra os seis pontos do acordo de cessarfogo negociado pelos dois no mês passado.
Mas o clima era de dúvida de que a missão desta segunda-feira, delegada num encontro de emergência da União Europeia sobre a crise na Geórgia há uma semana, gere resultados concretos e significativos.
Uma autoridade francesa de alto escalão disse que a missão pode não resolver toda a crise mas tem dois objetivos. O primeiro é a retirada de tropas do que os diplomatas chamaram de "própria Geórgia", partes do país que ficam além da fronteira com a Ossétia do Sul e Abkházia, os dois enclaves étnicos que as tropas russas invadiram e que a Rússia rapidamente reconheceu como independentes.
O segundo é persuadir os russos a concordarem com um grupo de monitoramento da União Européia, como o acordo de cessarfogo exigia, e estabelecer sua área de ação.
Cerca de 200 monitores, idealmente com mandato na ONU, iriam substituir as forças de paz russas na zona de segurança fora dos dois enclaves e em outras regiões disputadas e permitir que as tropas russas se retirem, como concordado, a posições que mantinham antes da crise, que teve início no dia 7 de agosto.
Mas a Rússia deve insistir no envolvimento da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, na qual tem mais influência.
Então, de acordo com o cessar-fogo, terá início a negociação do status da Ossétia do Sul e Abkházia, apesar destes detalhes ainda não estarem claros.
O termo "própria Geórgia" foi frequentemente usado neste final de semana para descrever o país fora dos enclaves. "Eu concordo que é um termo perigosos", afirmou o ministro do exterior da Polônia, Radoslaw Sikorski. "Mas os fatos foram impostos no local"
Por STEVEN ERLANGER

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