09/07 - 08:14 - The New York Times
Nos últimos anos, o Campeonato de Ultimate Fighting (ou UFC, na sigla em inglês) se estabeleceu como a principal face das artes marciais nos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha.
Agora, o campeonato espera conquistar o mesmo sucesso em toda a Europa, se concentrando primeiro na Alemanha e Itália, entre outros países. Ao fazer isso, a marca não apenas pretende assumir novos mercados mas também conquistar fãs a partir do zero em países que são culturalmente e linguisticamente diferentes.
Há precedente para o sucesso. O UFC ajudou a legitimar o esporte que já foi rotulado pelos críticos como a rinha de humanos. Nos Estados Unidos e Canadá juntos, sete dos 10 principais mais lucrativos em pay-per-view em 2007 foram promoções UFC, de acordo com Dave Meltzer, editor e chefe do The Wrestling Observer, uma publicação que cobre lutas e artes marciais.
Nos últimos 16 meses na Europa, o UFC realizou cinco eventos, todos com lotação esgotada. Dana White, presidente da organização, disse que esses shows venderam mais de 60,000 ingressos e geraram US$10 milhões.
Em janeiro, ele disse publicamente que o mercado europeu não era lucrativo. Mas ele e analistas afirmaram que a companhia havia passado por perdas advindas dos custos da construção e promoção da marca, não da falta de interesse do público.
A organização parece apostar no futuro.
| AP |
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| Forrest Griffin (D) e Quinton Jackson durante o UFC 2008 em Las Vegas |
A UFC poderia expandir para o Japão ou Brasil, onde esse tipo de esporte já tem história e é imensamente popular. Ainda assim, alguns analistas disseram que a reputação do esporte para corrupção no Japão e a população menos afluente no Brasil podem ter tornado a Europa mais imediatamente atrativa.
Em uma entrevista recente, White disse que a UFC pode conquistar a Europa porque esportes de luta têm um apelo universal e não exigem que os fãs estudem livros de regras. "A luta está em nosso DNA", ele disse. "Nós não precisamos saber as regras".
Cerca de 30% do tráfico no website da UFC vem de fora dos Estados Unidos, disse White.
Por R.M. SCHNEIDERMAN
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