07/07 - 08:38 - The New York Times
O surpreendente ressurgimento do Taleban no Afeganistão e Paquistão torna mais imperativo que os Estados Unidos dêem início a uma retirada ordenada e rápida do Iraque.
Durante tempo demais, a desastrosa guerra do momento do presidente Bush no Iraque sugou os recursos e a atenção necessários na guerra da necessidade no Afeganistão. Uma nova estatística ressalta quão ruim as coisas estão: 46 americanos e aliados morreram no Afeganistão em junho, mais do que em qualquer mês desde que a guerra começou em 2001. Pelo segundo mês, as mortes em combate no país excederam aquelas de soldados comandados pelos Estados Unidos no Iraque, onde 31 morreram.
| AP |
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| Guerras são questionadas pela opinião pública |
Até agora quase todo debate presidencial se concentrou em quando e como retirar esses soldados do país. O senador John McCain afirmou que permanecerá até que a "vitória" seja conquistada. Mas ele não explicou o que isso significa ou como pode ser conquistado, muito menos como fazer isso e simultaneamente lidar com os militantes no Afeganistão.
O senador Barack Obama está certo ao dizer que os Estados Unidos precisam sair do Iraque para que possam concluir a luta no Afeganistão. Mas depois de prometer uma retirada imediata, começando com uma ou duas tropas por mês, ele agora mudou de discurso e sugeriu que deixará os comandantes militares decidirem o ritmo da desocupação.
O que se precisa é algo muito mais sério, o debate público dos dois candidatos sobre como planejam atingir seus compromissos e garantir que o caos no Iraque não saia ainda mais do controle ou se amplie para além de suas fronteiras.
Felizmente, dois novos relatos (um do Centro da Nova Segurança Americana e outro de uma força tarefa liberal envolvendo o Instituto Commonwealth, alguns membros do Congresso e muitos estudiosos) fazem essas perguntas mais complicadas. Eles têm diferenças, especialmente no tempo da retirada, mas levam o debate à direção certa. São elas:
- Que apoio o Iraque precisa para garantir que as eleições provincianas marcadas para o final desse ano (uma oportunidade crucial para que os sunitas tenham maior representação no governo) e as eleições nacionais de 2009 sejam tão livres quanto possível?
- Que tipo de ajuda o governo do Iraque precisa para garantir que relocará os cerca de dois milhões de iraquianos exilados em diversos países e outros dois milhões que fugiram para a Síria e a Jordânia?
- O que pode ser feito para promover reformas políticas adiadas há muito tempo e encorajar a reconciliação? Deve haver uma conferência patrocinada internacionalmente a respeito disso?
- O que os Estados Unidos podem fazer para tentar persuadir os vizinhos do Iraque no Irã e Síria a promover e não prejudicar a estabilidade e soberania do país?
- Os Estados Unidos devem tentar deixar uma pequena força no país para cuidar de operações antiterrorismo ou impedir o genocídio ou relações agressivas no país?
- Washington teria mais influência (e maior chance de conseguir ajuda) se retirasse suas tropas ou se negociasse uma retirada lenta com os iraquianos?
Com duas guerras a caminho, a transição do presidente Bush para seu sucessor será mais arriscada do que qualquer outra recente. Os candidatos presidenciais precisam começar a explicar, detalhadamente, como planejam lidar com as guerras no Iraque e Afeganistão. Eles podem começar respondendo as questões listadas aqui.

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