13/06 - 10:47 - The New York Times
SÃO FRANCISCO – A Microsoft, que passou quarto meses cortejando o Yahoo, finalmente lançou o Yahoo nos braços de seu maior rival, o Google.
O Google e o Yahoo declararam nesta quinta-feira (12/06) que fecharam um acordo sob o qual o Google poderia publicar suas propagandas em algumas páginas de busca do Yahoo e em alguns de seus web sites nos EUA e no Canadá.
O acordo, que não é exclusivo, pretende alavancar as finanças do Yahoo. Segunda a companhia, o contrato pode gerar um adicional de US$250 milhões a US$450 milhões operando com fluxo de dinheiro no primeiro ano.
O acordo também ira fortalecer o domínio do Google no Mercado de publicidade em sites de pesquisas e foi assinado depois do Yahoo rejeitar a proposta da Microsoft de adquirir seu site de busca e a maioria nos investimentos da companhia. A rejeição apareceu depois de meses de idas e vindas nas negociações.
“Muito claramente, é hora de seguirmos em frente”, disse por telefone Jerry Yang, chefe executivo da Yahoo. “Esse acordo com o Google está nos ajudando a fazer isso,” adicionou Yang, dizendo que o contrato permitirá ao Yahoo continuar a competir nas duas mais importantes linhas de seu negócio, busca e publicidade.
O mercado está menos confiante, dizendo que as ações do Yahoo caíram mais de 10%, e fecharam em US$23.52, depois do anúncio de que não haveria acordo com a Microsoft - a oferta inicial da Microsoft foi de US$47.5 bilhões por toda a empresa, ou por uma parte menor dela.
O novo contrato certamente está sendo analisado por reguladores antitrustes, e as companhias concordaram em adiar por três meses e meio sua finalização.
Segundo o contrato com o Google, Yahoo escolherá termos de busca para os quais o Google irá oferecer os anúncios. O Yahoo determinará ainda o número e a localização dos anúncios vendidos pelo Google e ainda irá mesclá-los com os seus próprios anúncios.
O contrato tem a duração de quarto anos e poderá ser renovado em dois termos de três anos cada. Será permitido ao Yahoo continuar a investir em suas próprias busca e anúncios, e a rescisão poderá ser solicitada por ambas as partes em caso de “mudanças no controle da empresa”, como uma aquisição, por exemplo, não impedindo a Microsoft de tentar adquirir a empresa novamente.
Por MIGUEL HELFT
Publicidade
Google recebe Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades
Investidor milionário quer que Yahoo! retome negociação com Microsoft