12/06 - 10:44 - The New York Times
FILADÉLFIA – A campanha eleitoral prosseguiu nessa quarta-feira quando os apoiadores do senador Barack Obama atacaram as declarações do senador John McCain, que acusou o oponente de estar sendo insensível com os sacrifícios feitos pelos soldados americanos no Iraque.
Em entrevista ao programa “Today” da NBC, McCain foi questionado sobre uma “estimativa mais positiva de quando as tropas americanas poderiam ser retiradas do Iraque” já que, como o senador vem defendendo, as tropas estariam trabalhando muito bem.
"Não, isso não é tão importante,” respondeu McCain. Depois, ele prosseguiu dizendo, como fez inúmeras vezes, que a coisa mais importante a ser conquistada no Iraque é redução do número de soldados mortos, e que as tropas americanas permaneceram na Coréia do Sul, Japão e Alemanha sem nenhum temor.
"Nós seremos capazes de deixar o país,” ele disse. “Mas a principal questão é que não queremos mais soldados americanos feridos.”
Em respostas às declarações de McCain, a campanha de Obama organizou uma coletiva para jornalistas com o senador John Kerry de Massachusetts, o indicado Democrata em 2004, e dois conselheiros de Obama para assuntos estrangeiros.
"É inacreditavelmente fora de sintonia com as necessidades e preocupações dos americanos, particularmente dos familiares dos soldados que estão no Iraque,” disse Kerry. “Para eles a retirada é a coisa mais importante do mundo.”
Pouco depois, McCain, durante um encontro com 500 pessoas no Centro Nacional da Constituição na Filadélfia, apelou para que sejam reconhecidos os sacrifícios que a guerra demandou.
"Nada é mais precioso que os americanos, e eu sei que isso causou grande pesar e dor,” disse McCain, “mas eu também quero dizer que com a nova estratégia no Iraque nós estamos progredindo.”
"Todo Americano é precioso, cada perda nos faz sofrer, e não causa mais dor que a um veterano de Guerra,” disse o senador que passou cinco anos como prisioneiro de guerra no Vietnã. “Mas as conseqüências de um fracasso poderia causar o caos e o genocídio na região.”
Por KATE ZERNIKE
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