28/05 - 10:41 - The New York Times
A obesidade infantil, que vinha crescendo por mais de duas décadas, parece ter atingido a estagnação, um potencial desenvolvimento significativo na batalha contra o aumento de peso entre as crianças.
Porém, a descoberta baseada numa pesquisa que reuniu dados desde 1999 até 2006, realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, foi publicada na edição de quarta-feira do Jornal da Associação Americana de Medicina. Celebrada, a pesquisa foi recebida com otimismo cauteloso.Os médicos pontuaram que mesmo que a tendência seja confirmada, 32% das crianças americanas ainda estarão acima do peso ou obesas, representando uma geração inteira que será afetada por problemas de saúde ligados ao peso.
“Após 25 anos de notícias extremamente ruins sobre obesidade infantil, esse estudo nos dá uma luz de esperança,” disse o médico David Ludwig, diretor do programa de obesidade infantil do Hospital da Criança de Boston. “Mas é cedo demais para saber se essa é uma verdadeira estagnação ou somente uma tranqüilidade temporária”.
Os mais recentes dados são baseados em duas pesquisas – uma de 2003 a 2004 e a outra de 2005 a 2006 - que inclui 8.165 crianças com idades de 2 a 19 anos. Neste grupo 16% das crianças e adolescentes eram obesas, definidas por terem o índice de massa corpórea acima do 95º percentil no quadro americano de crescimento. Em comparação, nos anos 1960 e 1970, somente 5% das crianças e adolescentes eram obesas.
Sendo assustadores esses números, a boa notícia é que do ponto de vista estatístico, as taxas de crescimento da obesidade não aumentam desde 1999. Estimativas do número de crianças que se tornam acima do peso ou obesas permanece estável em 32% desde 1999. O excesso de peso é definido pelo 85º percentil do quadro de crescimento.
A estagnação chegou após anos de excessivo ganho de peso entre as crianças americanas. Em 1980, 6.5% das crianças entre 6 e 11 anos eram obesas, e por volta de 1994 o número subiu para 11.3%. Em 2002, saltou para 16.3%, mas agora aparenta ter estabilizado em 17%.
“Isso não significa que nós resolvemos o problema, porém talvez exista a chance de algum otimismo por aqui,” disse Cynthia Ogden, autora da reportagem e epidemiologista do Centro Nacional de Estatísticas da Saúde.
- Tara Parker Pope
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