17/03 - 10:43 - The New York Times
Garotas adolescentes e os pais devem ler o último estudo realizado pelo governo sobre doenças sexualmente transmissíveis. As infecções são tão comuns que se tornam difíceis de evitar na medida em que uma menina inicia sua vida sexual ativa. Uma em cada quatro adolescentes entre 14 e 19 anos apresenta algum tipo de doença sexualmente transmissível nos Estados Unidos. Entre as garotas negras envolvidas no estudo, quase metade foi infectada.
A pesquisa, realizada com uma amostra de 838 meninas participantes de uma pesquisa nacional entre 2003 e 2004, foi apresentada na última semana por pesquisadores do Centro de Controle de Doenças e Prevenção. Entre as DSTs, a mais comum é a papilomavírus humanos (HPV), encontrada em 18% das jovens, e a clamídia, que atingiu 4% das adolescentes.
A análise não levou em consideração doenças mais graves, como o vírus da Aids, sífilis e gonorréia, mas as quatro em questão já apontam para uma grave conjuntura. Embora a maior parte das infecções por HPV não cause sintomas aparentes no corpo em menos de um ano, a persistência do vírus pode causar câncer cervical e condiloma acuminado (ou verrugas genitais). As DSTs podem ainda levar à infertilidade, inflamação pélvica e a outros sintomas.
Não será fácil para adolescentes com uma vida sexual ativa evitar os perigos. Mesmo entre meninas que afirmam ter apenas um parceiro sexual, 20% delas apresentam infecções. Com mais de 3 milhões de garotas adolescentes infectadas, a elaboração de novos métodos se torna agora um imperativo.
Com os resultados há agora um reforço das vacinações contra o vírus HPV para jovens e garotas sexualmente ativas. Além disso, deve-se ainda estimular os programas de educação sexual.
Garotas que possuem uma vida sexual ativa devem ter acesso direto aos contraceptivos e à educação. Devem entender que os números estão contra elas e que uma infecção seria não é mais que um descuidado sexual.
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