11/03 - 18:08 - The New York Times
A Estação Espacial Internacional finalmente receberá seu robô.
| AFP |
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| Ônibus espacial Endeavour é lançado nos EUA levando o robô Dextre |
Qualquer um que acompanhe ficção científica sabe que uma boa nave de longa duração precisa ter um robô. O ônibus espacial Endeavour partiu para o espaço na terça-feira com um grande robô canadense chamado Dextre em seu compartimento de carga. A equipe de sete integrantes da Endeavour irá acoplar o robô durante três caminhadas das cinco programadas na missão.
Dextre – pronuncia-se “Dexter” e formalmente nomeado de Manipulador Hábil com Propósito Especial – irá andar no lado externo da estação espacial quando receber ordens da tripulação ou de controladores na terra, fazendo serviços estranhos que previamente precisavam de uma caminhada no espaço.
“É um robô operacional que está rompendo os limites do que podemos fazer no espaço hoje com a robótica”, disse Daniel Ray, administrador técnico do projeto Dextre para a Agência Espacial Canadense.
Acoplado, o Dextre se assemelha a forma humana com quadril, torso, ombros, e dois braços longos parecido com os de um macaco. O robô de 1.542 tem mais de três metros de comprimento, e cada um de seus braços pode chegar também a três metros.
Richard M. Linnehan, um dos astronautas que fará a caminhada, disse que colocar o imponente robô será o auge da missão para ele.
“Construíremos um robô gigante”, disse Linnehan, não muito diferente dos robôs Gigantor e Tobar que apareciam em filmes e animações japonesas que ele via quando era jovem.
O robô ajudante que custa mais de US$ 200 milhões, é a peça final de um sistema de serviço móvel de três elementos para a estação patrocinado pelo Canadá e desenvolvido por MacDonald, Dettwiller & Associates Ltd. Em Brampton, Ontário. As outras partes do sistema de US$ 1.4 bilhão são uma base que anda em trilhos pela estação e o braço robótico de 16 metros. Tanto o braço quanto o Dextre podem andar pela estação acoplada à base e o robô pode ser ligado ao braço da estação espacial para atingir lugares mais distantes da estação.
Dextre poderá desempenhar centenas de funções, incluindo algumas tão delicadas que era necessário o toque humano até agora. Outros tarefas incluem mover pequenas cargas, como pacotes de experimento ou baterias e trocar partes gastas ou danificadas. Quando os operadores se acostumarem a trabalhar com o robô, eles podem eliminar de seis a 12 caminhadas no espaço por ano, disse Rey.
“Dextre terá mais trabalhos quando as pessoas se acostumarem com ele”, ele disse. “É só uma questão de tempo”.
Os segredos da utilidade do Dextre incluem sete juntas em cada braço dando maior liberdade de movimento. As “mãos” no final de cada braço, que pode ser trocada com diferentes ferramentas robóticas, contêm sensores que detectam forças e compensam pelo movimento e peso do que elas mexem ou carregam.
Os eixos de Dextre são em sua cintura e contêm uma prateleira em cada lado com mais três ferramentas extras. Suas mãos padrão tem dois grampos paralelos com uma espécie de garra e uma chave interna motorizada que pode enfraquecer ou fortalecer parafusos da estação. Também há luzes e câmeras preto e branco em cada mão, assim como câmeras no corpo.
Rey disse que o robô era limitado somente pelas suas ferramentas. Apesar de só terem quatro disponíveis agora, engenheiros trabalharam em outras, incluindo algumas desenvolvidas quando a Nasa considerou enviar o Dextre para consertar o telescópio espacial Hubble depois do desastre de 2003 com a Columbia.
Os astronautas do ônibus especial receberam a missão de reparar o Hubble nesse verão, mas Rey disse estar convencido que Dextre poderia fazer o trabalho roboticamente. “Eu acredito completamente que Dextre pode conseguir isso”, disse.
- Warren E. Leary
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