13/12 - 10:54 - The New York Times
O senado norte-americano deveria ignorar a absurda ameaça de veto presidencial, e em resposta, votar favoravelmente ao novo projeto de energia. A lei representa uma oportunidade histórica para a redução da dependência energética do petróleo estrangeiro, bem como um grande passo na batalha contra o aquecimento global. As novas normas soariam para os negociadores de Bali ao menos como uma inédita atitude séria dos EUA em relação à mudança climática.
O grande resultado da iniciativa está no maior aumento da eficiência de combustível, jamais visto em três décadas – assim, automóveis deverão render em média 25 milhas por galão, até 2020.
Além de o projeto estabelecer fontes alternativas para o país, ele ainda representa um grande avanço na autonomia energética; estimula programas de desenvolvimento de energia renovável, como o etanol, e ainda desenvolve novas tecnologias para redução eficaz da emissão de gases no país.
Dessa forma, é difícil imaginar que o presidente Bush pense sobre a possibilidade de veto das novas metas, especialmente desde sua chamada para as melhorias em milhagens automotivas, assim como as contidas na proposta. Em relato na última terça-feira, entretanto, a Casa Branca exigiu que o projeto de lei fosse corrigido, de modo a responsabilizar a indústria de transportes somente pela regulamentação da economia dos combustíveis, assim como as emissões de carbono pelos automóveis.
Isso provocaria um reverso direto na decisão histórica da suprema corte, que ratificou em abril a autoridade da Agência de Proteção Ambiental norte-americana para regular as emissões dos gases causadores do efeito estufa. Consequentemente, a decisão da Casa Branca ainda tiraria o poder da Califórnia e outros estados de impor seus próprios padrões de emissões automotivas.
Não é segredo para ninguém que fabricantes de automóveis e seus outros aliados, que repudiam a Agência de Proteção Ambiental, também são avessos a estados como a Califórnia, que possuem políticas ambientais agressivas e têm o direito de fixar suas próprias leis. Contudo, é imperdoável que a Casa Branca avance na causa industrial em detrimento do novo projeto de incentivos fiscais para energia nacional.
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