10/12 - 21:14 - The New York Times
FINLÂNDIA – Quando o Google anunciou seus planos, em outubro, de revolucionar o software de telefones celulares, poucos ficaram mais ansiosos para ouvir os detalhes do que os veteranos da indústria na Nokia. Eles ainda estão.
“Nós vimos uma declaração”, disse o chefe-executivo da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo, com um pouco de sarcasmo. “Conceitualmente, poderíamos ter feito esse anúncio há muito tempo”.
Durante uma década, disse Kallasvuo em uma entrevista aqui, a Nokia teve o seu próprio exército de criadores de softwares, escrevendo aplicativos para a nova geração de serviços de celulares.
Nos EUA, pelo menos, a empresa tem pouco a mostrar. Apesar de ser a maior produtora de aparelhos no mundo – com 39% do mercado global de 1.1 bilhão de telefones – a Nokia enfraqueceu no mercado americano, prejudicada pela recusa de adaptar sua estratégia às características do mercado.
Enquanto caminha para se recuperar nos EUA, a Apple e o Google estão indo atrás do privilégio da Nokia. Mas ao fazer isso, eles estão agitando a indústria wireless de uma maneira que pode abrir o único mercado que confundiu a empresa.
Para a Nokia, o papel cada vez maior como um aparelho indispensável em um mundo sem fio conectado à internet será uma benção. Ela já vende metade dos chamados smartphones do mundo – aparelhos habilitados com a internet como o iPhone, o BlackBerry e o N95.
Mas a Nokia tem uma estranha fraca posição nos EUA. Já foi líder lá, mas perdeu terreno depois de não criar produtos populares como o Razr, da Motorola. Sua parte do mercado, 28% há cinco anos, agora não chega nos 10%.
“Não há dúvidas que a competição está se intensificando”, disse Carolina Milanesi, uma analista de wireless em Londres de uma empresa de pesquisa. “A Nokia está respondendo ao desafio mais agressivamente do que qualquer outro fornecedor”.
A empresa, que já fez pneus e aparelhos de televisão, mergulha em uma série de novos negócios, como download de músicas e navegação. O objetivo é encher seus aparelhos com serviços multimídia. Seus populares celulares com câmera a tornam a maior vendedora de câmeras digitais.
- Mark Landler
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