23/11 - 14:29 - The New York Times
Parece que a epidemia global de Aids tende a não sair fora de controle. No entanto, a doença se estabiliza com índices elevados e inaceitáveis. O Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids) e a Organização Mundial de Saúde foram alvos de muitas críticas esta semana após superestimar o total de vítimas infectadas pelo vírus HIV em todo o mundo.
Como resultado da nova metodologia, vigilâncias e conceitos sobre a epidemia, a atual estimativa prevê 33,2 milhões de pessoas com a doença, contra 39.5 milhões calculados em 2006. Eles estimam ainda que o número de novas contaminações por ano deva girar em torno de 2,5 milhões vítimas, dado inferior a expectativas passadas.Poucos epidemiologistas, no entanto, questionaram os números da organização ou projetaram mais contribuições na luta contra a doença; não vemos nenhum sinal de qualquer conspiração. E não deixe se enganar. Mesmo após a revisão das estimativas, a epidemia norteia áreas em ruínas por todo o mundo e demanda forte campanha para ser controlada.
Felizmente existem ainda reflexos de esperança de que a epidemia comece perder ritmo. O número de novas infecções apontadas em meados dos anos 90, e a estimativa de vítimas fatais do vírus, diminuiram nos últimos dois anos. O resultado é, em parte, conseqüência dos coquetéis que prolongam a expectativa de vida do paciente. Especialistas também indicam queda no número de práticas sexuais de risco por todo mundo.
No entanto, com um número crescente de portadores do vírus, é ainda cedo para comemorações. A cada ano, mais de 2 milhões de pessoas, especialmente na África Subsaariana, morrem devido à contaminação. Além disso, cerca de 15% das populações de oito países no sul do continente são vítimas da epidemia, golpe devastador contra a sociedade e a economia locais. Assim, novos resultados obtidos não podem usados como justificativa para atenuar a campanha contra a aids.
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