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Partidos podem não comparecer em conferência de paz para Darfur

25/10 - 18:22 - The New York Times

NAÇÕES UNIDAS – Ao se deparar com o prospecto de ausências significativas em uma conferência de paz que começará em dois dias, o enviado da ONU em Darfur, na quarta-feira, pediu para os grupos rebeldes e o governo sudanês superarem suas diferenças internas e comparecerem.

“Agora é a hora de todos ficarmos no mesmo lugar”, disse o oficial Jan Eliasson. Sob a proteção da ONU e da União Africana, a conferência começará no sábado em Sirte, na Líbia.

Eliasson, ao falar com jornalistas na ONU por videoconferência de Asmara, capital da Eritrea, disse que a conferência era “o momento da verdade” para tentar acabar com o conflito em Darfur, que já matou mais de 200 mil pessoas e deixou outras 2,5 milhões desabrigadas.

“Então há uma responsabilidade muito séria nos movimentos e no governo de comparecerem à reunião”, ele disse.

Eliasson comentou que as expectativas para as negociações diminuíram, chamadas pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de “diálogos finais” no mês passado, quando ele visitou a região.

Eliasson disse que estava tentando convencer vários movimentos que eles não precisavam acertar suas diferenças antes de decidirem ir para Sirte. “Nós daremos bastante tempo para os movimentos se consultarem entre eles, porque as reais negociações só começarão depois que fizermos uma preparação completa dos partidos”, ele disse.

Segundo o oficial, o objetivo original havia sido prejudicado por “realidades fora de nosso controle”, incluindo a fragmentação de grupos rebeldes em subgrupos combatentes e uma nova divisão da capital, Cartum, entre os líderes do norte e do sul que estavam trabalhando em um frágil governo de unidade nacional.

O Conselho de Segurança apoiou os pedidos de Eliasson com uma declaração, na quarta-feira à noite, falando para “todos os partidos comparecerem e se dedicarem completa e construtivamente às conversas”.

O conselho também expressou “profunda preocupação” nos atrasos do envio da força de paz conjunta da ONU e da União Africana. John Sawers, o embaixador britânico, disse que o envio estava sendo atrasado por problemas no governo em destinar terra, fornecer acesso e aprovar a composição da força montada pelos grupos.

O Sudão está resistindo em ter outros militares além dos africanos, mas oficiais da força de paz disseram que ela não pode ser efetiva sem tropas especialmente treinadas e equipadas que só estão disponíveis em países não africanos.

Quando perguntado sobre esse desentendimento, o embaixador do Sudão, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, disse “nisso, não haverá acordo nenhum”.

- Warren Hoge





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