10/09 - 18:23 - The New York Times
SIDNEY – O fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico rumou ao final no domingo, com um forte acordo sobre impedir as mudanças climáticas e poucas respostas em como avançar na agenda do comércio exterior.
No topo da agenda da reunião do grupo do Pacífico desse ano – cujos 21 países incluem EUA, China, Rússia, Austrália e Indonésia – estava o aquecimento global e os obstáculos que paralisaram os diálogos de comércio em Doha, Qatar, em 2001. Em ambos os assuntos, houve sucesso limitado.
“O mundo precisa diminuir, parar e depois reverter as emissões de gases”, disseram os líderes em uma declaração conjunta sobre o clima.
Mas o acordo foi vago, adotando metas não obrigatórias para impedir o aumento das emissões de dióxido de carbono depois de 2012, quando o Protocolo de Kyoto – o tratado adotado pela maioria dos países industrializados, mas rejeitado pelos EUA e Austrália – vence.
Os líderes do Apec esperam que até 2030, para cada 1% de crescimento produtivo nacional, o aumento de emissões de dióxido de carbono permaneça em 0.75%.
Ambientalistas dizem que os cortes nas emissões são necessários e que metas concretas são a única solução. “São negócios como sempre”, disse Ben Pearson, do Greenpeace. Ele disse que conforme as economias se tornarem mais avançadas, elas usarão energia de maneira mais eficiente. Mas o uso geral de energia não diminuíra, ele acrescentou.
O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, disse que o acordo foi o melhor que poderia ser alcançado sob as circunstâncias. James L. Connaughton, presidente do gabinete ambiental da Casa Branca, disse que o acordo validou a abordagem duradoura do presidente Bush sobre o assunto climático – rejeitando cortes superficiais de emissão favorecendo iniciativas voluntárias que incentivem desenvolvimentos tecnológicos, e reconhecendo que a mudança do aumento para redução na emissão de gases levará tempo.
Mas os críticos dizem que a falta de ambição mostrada na declaração sobre mudanças climáticas indica uma falta de urgência. Os líderes também publicaram uma declaração apoiando o diálogo comercial da rodada de Doha.
- Tim Johnston
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