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Democratas do Senado podem chegar a um meio-termo com republicanos sobre o Iraque

06/09 - 17:13 - The New York Times

WASHINGTON – Com um cenário confuso surgindo sobre o progresso no Iraque, líderes democratas do Senado mostram uma nova abertura a se comprometerem enquanto eles tentam atrair apoio republicano para forçar pelo menos uma modesta retirada de tropas nos próximos meses.

Depois de considerarem os votos em algumas propostas bipartidárias sobre o Iraque antes do recesso de agosto, os democratas agora dizem que eles podem repensar a pressão em estabelecer um prazo de retirada até a próxima primavera se eles conseguirem os 60 votos no Senado necessários. O senador Carl Levin, de Michigan, disse “se quisermos que a retirada até a primavera seja um objetivo, ao invés de algo obrigatório, e se isso nos permitir conquistar votos adicionais para acabar com o adiamento do debate, eu acho que consideraria isso”.

Os democratas precisam atrair mais 60 senadores para impedir um adiamento republicano.

A proposta feita por Levin e pelo senador Jack Reed, ainda exigiria que a administração começasse a retirada de pelo menos algumas tropas de combate do Iraque, provavelmente até o fim do ano. Não está claro que outras estipulações a medida pode incluir.

Os democratas estão contando com mais republicanos para romperem com o presidente depois do recesso de verão, mas a Casa Branca conseguiu, pelo menos temporariamente, manter boa parte de seu apoio.

Levin e outros democratas disseram, essa semana, que eles estavam procurando republicanos que expressaram dúvidas sobre a política de Bush de abrir espaço para uma proposta, feita pelo senador republicano John W. Warner, para começar a retirar ao menos um número limitado de tropas do Iraque até o final do ano.

Os republicanos e democratas também estavam discutindo maneiras de usar um plano bipartidário elaborado pelos senadores Ken Salazar e Lamar Alexander para se dirigir às preocupações democratas que não tinham apoio suficiente. Esse plano, que iria executar as recomendações bipartidárias do Grupo de Estudos do Iraque, está atraindo um novo apoio na Câmara dos republicanos que buscam uma alternativa ao estado atual.

“Eu acho que há um sentimento geral. As pessoas gostariam de elaborar algo que tenha apoio bipartidário”, disse Salazar.

Reid, que teve discussões preliminares com Warner, reconheceu que havia um novo interesse em tentar chegar a uma proposta no meio termo, mas não havia acordo. “Não estamos lá ainda”, ele disse.

Quando acontecerão votações futuras sobre o Iraque permanece incerto.

Líderes do Congresso e do Senado parecem inclinados a permitir que o general David H. Petraeus e o embaixador Ryan C. Crocker, os dois principais americanos no Iraque, apresentem suas descobertas na semana que vem sobre a condição lá e dar aos legisladores tempo para compreensão antes de avançar.

- Carl Hulse





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