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Turista na Rússia enfrenta problemas legais por comprar lembranças consideradas tesouros culturais

27/08 - 21:42 - The New York Times

MOSCOU – Há dois meses, Roxana Contreras estava visitando uma cidade russa quando um vendedor ambulante a convenceu de comprar umas medalhas do Exército sem nada de mais e algumas notas velhas de ruble um dia antes de ela voltar para sua casa em St. Louis.

Agora ela está presa na Rússia, atolada em uma confusão legal e burocrática, acusada de tentar contrabandear tesouros culturais para fora do país. Esperando por uma audiência, ela terá que permanecer em Voronezh, aproximadamente a 587 quilômetros ao sul de Moscou, onde foi visitar uns amigos. Roxana, 29 anos, uma cidadã chilena que fala muito pouco de russo, enfrentou oficiais que não cooperaram, espera interminável e uma ansiedade assustadora em uma cidade que não está acostumada com turistas.

Investigadores confiscaram suas compras e as avaliaram em pouco mais de US$ 20. Medalhas e outras lembranças soviéticas, muitas delas falsificadas, são facilmente adquiridas em feiras por toda a ex-União Soviética, apesar da compra e venda delas ser ilegal, disse Nadezhda A. Osennyaya, a assessora de imprensa do Departamento de Alfândega da região de Voronezh.

Na verdade, a lei russa proíbe a retirada de qualquer coisa considerada um tesouro cultural, incluindo objetos religiosos e artísticos com mais de 50 anos, instrumentos musicais e fósseis únicos, de acordo com a agência de vigilância cultural da Rússia. Sair do país com medalhas e condecorações, como as que Roxana comprou, também é ilegal.

Roxana argumenta que ela não sabia da lei, e seu advogado, oficiais da embaixada chilena em Moscou e o representante Todd Akin, republicano do Missouri, disseram que a possibilidade de ir para a prisão superam a gravidade do crime que ela é acusada. A sentença máxima é sete anos na cadeia, mas uma sentença como essa é improvável.

Mas oficiais russos familiares com o caso disseram que ela infringiu a lei e deve pagar pelo seu crime.

Entendemos que ela não sabia, mas isso é problema dela, comentou Osennyaya. “Temos um ditado”, ela disse. “A falta de conhecimento não isenta ninguém da responsabilidade”.

Seu advogado, Aleksei A. Andreyeshev, disse que ela ficou muito confusa com o que ele descreveu de capricho de oficiais do tribunal. Em uma entrevista pelo telefone, ele comentou que os promotores estavam disponíveis e que o juiz que vai decidir o caso de Roxana desligou na cara dele quando perguntou sobre os detalhes da audiência.

Roxana, que faz doutorado em neurodinâmica na Universidade do Missouri, chegou à Rússia no dia 10 de junho. Ela disse que pretendia ficar somente três dias em Voronezh, visitando amigos que ela conheceu enquanto estudou lá por um breve período há cinco anos.

- Michael Schwirtz





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