20/08 - 15:36 - The New York Times
BLACKSBURG, Virginia - No dia de mudanças neste fim de semana, a turma de calouros da Virginia Tech já sabia de algumas tradições. Ao som de "Hokie, Hokie, Hi!" no Cassell Coliseum na noite de sábado, se juntaram ao grito de guerra maluco de 111 anos que deu o nome ao mascote da universidade.
Mas Seth Greenberg, técnico do time masculino de basquete, tinha algo a mais para contar aos alunos sentados na arquibancada.
"Após a tragédia do dia 16 de abril, vocês viram o melhor dos alunos da Virginia Tech", disse, andando pela quadra de basquete. "Sua liderança, paixão, lealdade à sua universidade foi inigualável. Eles amam esta escola. Acreditam nesta escola. E esse é o orgulho que vocês devem ter todos os dias ao andar por este campus".
Enquanto os estudantes voltam às aulas na segunda-feira, apenas quatro meses após o pior tiroteio do país tirar 33 vidas e devastar o campus, a Virginia Tech está atravessando uma linha tênue entre lembrar e seguir em frente. Deve recepcionar calouros ansiosos ao mesmo tempo que abraça familiares e alunos que ainda sofrem e, em alguns casos, se recuperam dos ferimentos.
Antes das orientações aos calouros em julho, o centro estudantil foi esvaziado das faixas, presentes e cartões colocados após o massacre. Mas na tarde de domingo, o evento central foi a dedicação de um memorial às vítimas no coração simbólico do campus, o Drillfield.
Camisetas proclamando "Somos Virginia Tech" e o apelo coletivo do poema escrito por Nikki Giovanni após o tiroteio estão por toda parte no campus. Mas a universidade não permitiu o comércio de mercadorias que juntassem a data 16/04 com seu nome ou símbolo.
Embora o massacre tenha ocorrido duas semanas antes do prazo final de pagamento das matrículas, a Virginia Tech não sofreu uma diminuição na porcentagem de alunos pagando a taxa de inscrição. E dos 25 alunos feridos durante o ataque, 19 voltarão às aulas neste semestre, disse Mark Owczarski, porta-voz da universidade.
Derek O'Dell, 20 anos, que recebeu um tiro no braço ao tentar barrar o aluno assassino, Seung Hui-Cho, de sua sala de aula, declarou estar ansioso para voltar apesar de seus ataques de pânico. "Ainda não sei se conseguirei me concentrar, mas definitivamente estou pronto para voltar", disse. "A nação Hokie, de volta ao campus, dá uma sensação de que pertenço realmente a este lugar".
- Shaila Dewan e Ariel Sabar
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