15/08 - 12:22 - The New York Times
Barbara R. Morgan voltou a lecionar na terça-feira. Os estudantes estavam no Idaho; ela, no espaço, orbitando a bordo da Estação Espacial Internacional.
A aula durou um pouco mais de 20 minutos, mas deveria compensar por mais de 20 anos, e teve um tom agridoce para aqueles que conheciam a história. Da última vez que a Nasa tentou enviar uma professora ao espaço, em 1986, o ônibus espacial Challenger explodiu após 73 segundos de vôo, matando todos os sete tripulantes, inclusive a professora Christa McAuliffe. Morgan era reserva de McAuliffe, estava no Centro Espacial Kennedy e assistiu tudo.
O evento de terça-feira foi o ponto alto de uma série de atividades de verão relacionadas ao espaço no Centro Discovery de Idaho, em Boise.
Morgan dividiu os holofotes com três colegas de bordo - o dr. Dafydd Williams da Agência Espacial Canadense, o coronel Benjamin A. Drew da Força Aérea e Clayton C. Anderson, astronauta da estação espacial. Fizeram graça para a platéia jovem, brincando com bolas, bebendo líquidos de canudinho na gravidade zero e demonstrando exercícios com Morgan levantando Williams e Drew.
Morgan terá mais duas apresentações, para crianças na Virgínia e Massachusetts.
Após o acidente do Challenger, Morgan voltou a lecionar em Idaho, mas se viu atraída novamente à Nasa em 1998. Em seu novo papel na agência, recebeu treinamento completo e seria uma parte integral das missões do ônibus espacial, porém poderia lecionar também.
No dia 8 de agosto, realizou seu sonho antigo.
A maior parte do tempo de Morgan no espaço é devotado para suas tarefas como astronauta, incluindo sua operação do braço robótico da espaçonave para inspecionar a delicada proteção contra aquecimento por sinais de danos.
Esse trabalho forneceu detalhes sobre o arranhão produzido por um pedaço de espuma isolante na parte posterior do ônibus espacial durante a decolagem. Os supervisores da missão declararam na terça-feira que simulações computadorizadas preliminares indicaram que o ônibus espacial poderia voltar como está, com as temperaturas da base protetora de alumínio permanecendo abaixo dos 162ºC durante a nova entrada. Os supervisores tomarão a decisão sobre se tentarão um conserto após experimentos aquecendo partes similares e checagens dos resultados de estimulação.
- John Schwartz
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