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Enviado americano no Iraque faz previsão sombria sobre retirada de tropas

10/07 - 20:51 - The New York Times

 BAGDÁ, Iraque – Enquanto o Senado se prepara para começar um novo debate essa semana para propostas de retirada do Iraque, o embaixador dos EUA e o ministro do exterior iraquiano avisaram que a partida das tropas americanas poderia levar a um grande aumento da violência, a morte de milhares e um conflito regional que pode levar os vizinhos do Iraque.

Dois meses antes de uma avaliação essencial do progresso na guerra que ele e o comandante geral americano no Iraque irão fazer na Casa Branca e no Congresso em setembro, Ryan C. Crocker, o embaixador, fez uma previsão sombria do que pode acontecer se o debate sobre políticas em Washington resultar em uma retirada significante das forças americanas, talvez de bases fora das maiores cidades.

Com o potencial de piorar a violência depois de uma retirada americana, ele disse em uma entrevista no sábado, “você tem que analisar o que serão as conseqüências, e você olha para aqueles que dizem que poderíamos ter bases em outros lugares do país. Bem, sim, poderíamos, mas teríamos o prospecto de forças americanas vigiando enquanto milhares de civis são assassinados. Não é um belo prospecto”.

Hoshyar Zebarim, o ministro do exterior, deu um aviso similar em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira. “Os perigos variam de uma guerra civil, divisão do país ou guerras regionais”, ele disse, se referindo a uma retirada americana. “Em nossa avaliação, o perigo é enorme”.

Temendo que os últimos pilares do apoio republicano para a guerra estejam sumindo, a Casa Branca convidou o senador republicano John W. Warner, da Virginia, que foi crítico da política da administração em relação à guerra, e o republicano Jon Kyl, do Arizona, um defensor leal da presença de tropas americanas, à Casa Branca para pedir a eles adiaram a votação sobre a retirada até que a administração entregue um relatório temporário de progresso sobre a guerra em setembro.

Embora Warner tenha dito que estava inclinado a pensar no pedido do presidente para adiar a votação, o líder democrata, senador Harry Reid, de Nevada, disse nesta segunda-feira à noite que ele não ia esperar. Na verdade, horas depois, o Senado começou a debater o Ato de Autorização da Defesa Nacional, a principal lei orçamentária do Exército para o orçamento do ano que vem – e um aparelho para tentar forçar a administração a mudar sua política.

A lei pede que o Exército balanceie a quantidade de tempo que as tropas americanas passam no exterior e em solo americano, uma medida que iria limitar severamente o envio de tropas ao Iraque.

- John F. Burns e Alissa J. Rubin

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