28/06 - 10:08 - The New York Times
A discriminação é sempre perturbadora, em qualquer situação. Mas é especialmente deplorável nas escolas públicas, que deveriam patrocinar os valores de tolerância e justiça. Marion Bolden, superintendente escolar em Newark, Nova Jersey, pareceu ter esquecido isto recentemente quando ordenou que uma escola apagasse uma foto de seu livro do ano que mostrava um aluno gay e seu namorado se beijando. Bolden declarou que achou a foto - que foi coberta com marcador preto - "sugestiva" e "bastante ilícita". Fotos de casais heterossexuais se beijando foram deixadas intactas.
Bolden pediu desculpas ao aluno, Andre Jackson, 18, e os livros estão sendo reimpressos. Mesmo assim, algumas atitudes não são desculpáveis. Jackson, que descobriu a foto cruelmente alterada na companhia de amigos da escola, falou sobre a experiência: "Fiquei triste. Me senti envergonhado e abusado". Outros alunos gays, sem dúvida alguma, se sentiram da mesma maneira.
Bolden culpa a controvérsia em um mal entendido. Disse que alguns funcionários ficaram preocupados com a foto e levaram à sua atenção, mas não mostraram fotos de casais heterossexuais que, segundo ela, também deveriam ser retiradas. Porém o fato de que autoridades escolares utilizaram dois padrões diferentes para julgar as fotos do livro do ano sugere um preconceito enraizado que necessita ser eliminado. Em escolas, onde supostamente deve ser ensinado o valor da liberdade de expressão em uma sociedade livre, a iniciativa repressora em recorrer imediatamente ao marcador preto também deve ser repensada.
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