27/06 - 18:47 - The New York Times
Fale sobre exagero. Nos últimos seis meses, o iPhone da Apple foi assunto de 11 mil artigos, e aparece 69 milhões de itens quando você procura no Google. Os que o cultuam, estão acampando na frente das lojas da Apple; blogueiros o chamam de “telefone Jesus”. Tudo isso antes que um único consumidor tenha ao menos encostado nele.
Então como ele é?
Pelo que parece, muito do exagero e críticas parecem justificados. O iPhone é revolucionário; sem falhas. É substancial; estiloso. Faz coisas que nenhum telefone já fez antes.
A não ser que você tenha tido deprivação de sentidos nos últimos seis meses, você já sabe o que o iPhone é: um pequeno e maravilhoso computador de mão cuja tela é uma fatia grossa de vidro sensível ao toque.
Os modelos de US$500 e US$600 tem 4 e 8 gigabytes de armazenamento, respectivamente – espaço para 825 ou 1.825 músicas (em cada caso, 700 megabytes são ocupados pelo software do telefone). Isso é muito dinheiro; porém, o preço inclui um celular, iPod com vídeo, terminal de e-mail, browser de internet, alarme, organizador Palm e um belo símbolo de status.
O telefone é tão liso e magro, que faz Treos e BlackBerrys parecerem obesos. O vidro fica sujo, uma manga pode limpá-lo, mas não se suja facilmente. Eu andei com um iPhone em meu bolso por duas semanas, sem proteção e não há uma marca nele.
Mas a maior conquista é o software. É rápido, é bonito, livre de menu e muito simples de operar. Você não pode se perder, porque o botão físico solitário abaixo da tela sempre abre a home page, com os ícones das 16 funções do iPhone.
Provavelmente você viu os comerciais da Apple, mostrando como as coisas na tela têm uma física própria. Listas passam com o toque de seu dado, capas de CD abrem quando você encosta, mensagens de e-mail vão para a lixeira. Com certeza é doce para os olhos. Mas torna o celular divertido de usar, o que é algo que você não pode dizer sobre a maioria dos celulares.
- David Pogue
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