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Novo filme de Michael Moore aborda o sistema de saúde

22/05 - 15:45 - The New York Times

Poucos deles poderão se tornar fãs de Michael Moore. Mas oficiais da indústria de seguros e especialistas em políticas de saúde reconheceram na segunda-feira que o documentário “Sicko”, a denúncia de Moore sobre o sistema de saúde nesse país, bate na preocupação amplamente pública que o sistema não funciona para milhões de americanos.

O filme, que teve sua primeira exibição no Festival de Cannes no sábado e recebeu muitas críticas favoráveis, apresenta uma série de anedotas emotivas feitas para ilustrar falhas sistêmicas no sistema e estragos da indústria de seguros da nação – mesmo que muitas das maiores provas são as que foram publicadas amplamente em outros lugares e em alguns casos, são de 20 anos atrás.

O filme, que sera lançado nesse país no dia 29 de junho depois de uma campanha bem calculada publicamente por Moore chegará quando a saúde pública se torna a maior preocupação em política doméstica em muitas pesquisas nacionais, perdendo somente para a guerra do Iraque. Embora eles ainda não tenham visto o filme, muitos especialistas da índústria americana estão prestando séria atenção, baseado em relatórios da mídia.

Sem comentar as críticas centrais do filme sobre o sistema de seguros, o chefe do America´s Health Insurance Plans, um grupo de Washington, sugeriu que a discussão sobre o filme poderia avançar o interesse da indústria em obter mais dinheiro governamental para pessoas que não têm seguro.

“Se o filme resultar em membros do Congresso e governantes colocando esse assunto na mesa como a prioridade número 1, seremos parte dessa discussão e ela será bem-vinda”, disse Karen Ignagni, presidente do grupo de planos de saúde.

Uwe E. Reinhardt, um economista de saúde da Universidade Princeton, disse que baseado nas críticas, o filme é “exagerado, sarcástico e injusto”, mas ele acrescentou que vários livros recentes e relatórios feitos por especialistas acadêmicos foram, pelo menos, críticos.

Ele citou “Redefinindo o Sistema de Saúde”, um livro de Michael E. Porter, um professor da Harvard Business School, e Elizabeth Teisberg, um economista da Universidade Stanford, junto com “Quem Matou o Sistema de Saúde?”, por Regina Herzlinger, também da Harvard Business School.

“Meu ponto é que estamos na margem de uma reação populista ao sistema de saúde”, disse Reinhardt. “O povo americano está no ponto de ficar de saco cheio”.

Talvez não coincidentalmente no domingo, “60 Minutes”, o programa da CBS, falou sobre o escândalo que faz parte do filme de Moore – e foi bem explicado no The Los Angeles Times – sobre o abandono que os hospitais de Los Angeles fazem com pacientes sem moradia depois que eles receberam tratamento médico.

Semana passada, Kaiser Permanente, o maior segurador de saúde sem fins lucrativos, fez acordos com processos criminais e civis, concordando em estabelecer novas regras para dar alta a tais pacientes, e pagar US$55 mil em multas e cobrir os custos investigativos do promotor. Kaiser também contribuirá com US$500 mil para um fundo para ajudar pessoas sem-teto com acompanhamento médico e outros serviços.

Milt Freudenheim e Liza Klaussmann





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