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Editorial: esperando por Thabo Mbeki

17/05 - 10:15 - The New York Times

Será que os absurdos de Robert Mugabe nunca irão parar? Há meses, o ditador vem prendendo e brutalizando líderes de oposição e atropelando o domínio da lei para garantir a si mesmo outra vitória nas eleições presidenciais do próximo ano.

Se o Zimbábue pretende frear sua descida precipitada à tirania, fome e um dos mais baixos números de expectativa de vida, os líderes dos países africanos vizinhos precisarão pressionar Mugabe política e economicamente, e terão que ser rápidos. Até agora, fizeram o oposto. Em meio ao reino de terror de Mugabe, seus colegas líderes africanos selecionaram de maneira aterrorizante o maior exemplo do declínio econômico do país como presidente da Comissão da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. 

O líder com maior potencial de influência é Thabo Mbeki, presidente da África do Sul, potência política da região e fornecedora de 40% da energia do Zimbábue e grande investidora no país. Um grupo de nações sul-africanas pediram a Mbeki que intermediasse entre Mugabe e seus oponentes. Até agora, Mbeki não fez muito além de escrever algumas cartas.

Para sua mediação ser bem-sucedida, negociações reais deverão começar rapidamente e ser concluídas bem antes das eleições do ano que vem. E, para assegurar que a oposição possa fazer campanha em paz, Mbeki deverá insistir que o Zimbábue rejeite suas restrições legais de assembléias lívres e que Mugabe pare de intimidar os líderes de oposição.

Se a tragédia humana do Zimbábue não for suficiente para tocar Mbeki, ele deverá ao menos considerar os interesses de seu próprio país. Potenciais investidores na África do Sul obviamente se afastarão por conta da crescente onda de miséria e revolta na fronteira.

 





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