10/05 - 09:51 - The New York Times
A tragédia de nossa cultura desertora de armas pode ficar ainda pior agora que ficou claro que o novo Congresso democrata opera temeroso da bem praticada demagogia do lobby armamentista e o grande cofre de campanha. Um silêncio coletivo tomou o Capitólio após as expressões de indignação apenas para seguir protocolo sobre o massacre da Virginia Tech.
Legisladores verdadeiramente responsáveis colocariam a sobrevivência política em espera e fechariam as duas brechas mais letais no controle de armas criadas pelo Congresso controlado pelos republicanos, com a ávida bênção da administração Bush. A primeira barrou as forças policiais locais e estaduais de ter acesso à informações sobre vendas ilegais de armas recolhidas regularmente por inspetores federais.
No passado, as forças policiais utilizavam tais dados para ajudar a rastrear e impedir o tráfico de armas. Foram impedidos pelos legisladores em favor do lobby armamentista.
O segundo abuso zombou da segurança doméstica ao tolerar a venda de armas de fogo para pessoas em listas de observação federais e suspeitos de terrorismo. Este escândalo foi revelado dois anos atrás por dois senadores democratas, Frank Lautenberg de Nova Jersey e Joseph Biden Jr. de Delaware. Em um período de seis meses, agentes descobriram vendas de armas para 44 indivíduos nas listas de observação federais.
E por conta de requerimentos frágeis e apressados na checagem de antecedentes dos compradores, agentes federais foram impossibilitados de coletar os dados adicionais que poderiam impedir que alguns destes criminosos em potencial adquirissem armas de fogo.
Após dois anos de pedidos por Lautenberg, a Casa Branca finalmente patrocinou uma proposta que concederia autoridade ao procurador geral de impedir pessoas nas listas federais de comprar armas. Isto, obviamente, aconteceu apenas após o massacre de Virgina Tech ter causado ansiedade pública - porém não muita preocupação pelo Capitólio - sobre qual será a próxima gafe legal a aumentar o número de vítimas.
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