24/04 - 20:09 - The New York Times
BLACKSBURGH, Virginia – Em sua grande parte, o campus da Virginia Tech parecia como qualquer outro na segunda-feira, uma semana depois do pior tiroteio em massa da nação. Estudantes, carregados com mochilas cheias de livros, andavam pelas calçadas e gramados, segurando copos de café e garrafas de água. Livros estavam abertos nas mesas.
Mas a semelhança com outras universidades eram completamente superficiais. No primeiro dia da volta às aulas depois dos tiroteios que deixaram 33 mortos e 24 feridos, o campus ainda lutava para decidir como retomar uma visão de vida normal.De um lado, um número significante de estudantes não voltou para as aulas porque eles permaneceram relutantes de voltar ou aproveitaram a oferta da universidade de parar pelo resto do semester. Muitos daqueles que voltaram se recusaram a falar com os jornalistas remanescentes, tentando dar para a universidade uma chance de escapar dos ecos do massacre.
Pelo outro, alguns departamentos simplesmente não puderam abrir suas portas e começar as aulas de novo. O Norris Hall, o departamento de engenharia que foi o local de 30 das 32 mortes, foi isolado pela polícia, e Ishwar K. Puri, presidente do departamento de Engenharia, Ciência e Mecânica, disse que ele estava tentando descobrir se o prédio seria demolido e o que poderia ser salvo.
“Em muitos casos, nossa faculdade e os estudantes não têm acesso às informações cientificas, suas anotações, bibliotecas pessoais, equipamento de experimentos ou resultados de uma vida inteira”, ele disse sobre o Norris Hall, que tem laboratórios de mais de 80 estudantes de doutorado e 25 trabalhos de mestrado. “Imagine ir trabalhar e não achar local de trabalho e dados coletados”.
Os estudantes cujos professores estavam entre os cinco funcionários do departamento de Línguas e Engenharia mortos foram designados para outras salas na segunda-feira.
O fardo de achar lugares alternativos para as aulas que eram administradas no Norris Hall caíram sob a secretária, que tentou colocar estudantes e salas com espaços disponíveis em outros prédios.
Salas em mais dos 100 prédios do campus apropriados para palestras foram usados para realocar as aulas, com diversas delas sendo direcionadas para a área de pesquisa corporativa a aproximadamente 1,5 quilômetro do campus usada por empresas iniciantes, ele disse.
Christine Hauser e Ian Urbina
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