17/04 - 10:03 - The New York Times
BLACKSBURG, Virginia - Ryan Clark era conhecido como Stack no campus da Virginia Tech, um amigável aluno do último ano, muito lembrado por seu sorriso fácil e atitudes de grande consideração.
Ele estudava Biologia e Inglês e esperava conseguir um doutorado em Psicologia, com foco em neurociência cognitiva.
O estudante estava entre as primeiras vítimas do mais letal tiroteio escolar da história da nação. Nem a Virginia Tech e nem a polícia local identificaram as vítimas. Porém os alunos e o médico legista do condado natal de Clark na Georgia confirmaram sua identidade.
Conselheiro estudantil do dormitório West Ambler Johnston Hall, Clark aparentemente corria para investigar o que estava acontecendo quando se deparou com o assassino, disse um aluno do 4º andar, onde os primeiros tiroteios ocorreram.
Magro e alto, Clark, de Augusta, Georgia, tinha boas relações e era membro da banda marcial da universidade, os Marching Virginians, disseram alunos do dormitório. O website da banda possui uma foto de Clark participando de uma arrecadação de alimentos e mostra que gostava, dentre outras coisas, de "fazer camisetas com sua parceira no crime, Kim Daniloski, e barganhar com camelôs".
Courtney Dalton, que conheceu Clark dois anos atrás quando trabalhavam juntos no restaurante do campus, descreveu o jovem como bastante solícito e um bom ouvinte. "Quando estava triste com alguma coisa, ele chegava e perguntava se eu estava bem", disse. "Se você precisasse falar sobre seus problemas, ele ouviria'.
Dalton disse que ele parou de trabalhar no restaurante um pouco depois que se conheceram, mas continuou a visitá-la. "Costumava falar com ele todos os dias", afirmou.
Dalton revelou estar chocada com sua morte. "É horrível", disse. "Abalou bastante a todos aqui".
Caiu nas mãos de Vernon W. Collins, médico legista do condado de Columbia, Georgia, a tarefa de avisar a mãe de Clark sobre sua morte.
"Ela estava em choque", disse Collins. "No início ela não acreditava. Ela jurava que a notícia era falsa, e eu me sentia da mesma maneira. Gostaria de não ter que dizer aquilo para ela".
"Foi horrível chegar para alguém que não conheço e dizer que perdeu um ente querido. É a parte mais difícil do meu trabalho".
Collins também teve que dar a notícia ao irmão gêmeo de Clark, Bryan. "Expliquei da melhor maneira que consegui, com as informações limitadas que possuía", disse.
"Não dá para adoçar o fato de que alguém teve uma morte trágica", disse Collins. "Eles sabiam, quando nos viram lá. Eu consegui ouvir a TV ao fundo falando sobre o incidente. Eles sabiam. Com que propósito eu estaria aparecendo lá"?
- Raymond Hernandez
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