26/03 - 16:24 - The New York Times
CHENNAI, Índia - Universidades americanas, dispostas a expandir seus mercados estrangeiros, estão virando seus olhos para a Índia, onde 40% da população tem menos de 18 anos, e uma escassez de oportunidades de ensino superior é freqüentemente citada como obstáculo potencial ao progresso econônico.
As unviersidade americanas ainda testam suas águas, pois a lei daqui ainda é vaga em relação ao modo de operação de instituições educacionais estrangeiras. Mas isto poderá mudar em breve.
A enviada da administração Bush para diplomacia pública, Karen P. Hughes, está visitando a Índia nesta semana com alguns presidentes de universidades americanas para promover Brand America na educação indiana. Os Estados Unidos desejam um alívio nas regras sob um projeto de lei de investimentos estrangeiros na educação indiana, que será apresentada ao parlamento em abril.
Se a lei for aprovada, universidades estrangeiras seriam isentas das regras severas com relação à taxas, salários e currículos que atualmente se aplicam a todas as universidades governamentais na Índia. O governo já propôs a instalação de um comitê de especialistas para revisar os padrões e a reputação das universidades estrangeiras que desejam estabelecer campus independentes no país.
O crescente interesse americano na educação indiana reflete uma confluência de circunstâncias. Muitas universidades americanas vêm tentando expandir seu alcance global de modo geral, além de aproveitar o aumento econômico da Índia em particular.
Também reflete a necessidade da Índia em fechar o buraco de sua demanda por educação superior.
Entre os jovens indianos com idade entre 18 e 24 anos, apenas 7% entram na universidade, de acordo com a Comissão Nacional do Conhecimento, a qual aconselha o gabinete do primeiro-ministro em assuntos relacionados à educação superior. Para dobrar esta porcentagem - equiparando o país com o restante da Ásia - a comissão recomenda a criação de 1500 faculdades e universidades nos próximos anos. As universidades públicas da Índia são lamentavelmente subfinanciadas e tendentes à greves.
Os indianos já estão votando com seus pés: a comissão estima que 160 mil indianos atualmente estudem no exterior, gastando estimados US$4 bilhões ao ano. Indianos, juntamente com chineses, formam o maior contingente de estudantes estrangeiros nos Estados Unidos.
No momento, ao invés de montar campus-satélite como feito na China, Cingapura e Catar, a maioria das instituições americanas estão optando por se juntar à universidades indianas.
A Escola de Administração de Columbia, por exemplo, começou um programa de intercâmbio no início deste ano com o Instituto Indiano de Administração, em Ahmedabad. "Para nós, é acesso de mercado, para eles é acesso à uma escola de administração maior", disse R. Glenn Hubbard, reitor da Escola de Administração de Columbia.
- Somini Sengupta
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