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Hoje em dia, Angola é tópico principal do petróleo

20/03 - 15:39 - The New York Times

VIENA, Áustria - A Angola, que dividiu o palco com as nações produtoras de petróleo mais poderosas do mundo em sua primeira reunião da OPEP na quinta-feira, é um candidato improvável para ser o queridinho da indústria global de petróleo.

Um país subdesenvolvido, machucado pela guerra, que sofreu por décadas por conta de sua liderança corrupta, a Angola é um dos países mais pobres do planeta. Mas pergunte a qualquer executivo de energia nestes dias e outra paisagem emerge: um país de imensas riquezas, solícito aos investidores estrangeiros, e entre os três mais crescentes importadores de petróleo da atualidade.

Exxon Mobil, Chevron, BP e outros derramaram bilhões na Angola na última década para abrir recursos de petróleo nas águas profundas do país, onde a vasta maioria do petróleo se encontra, e as recompensas estão finalmente chegando.

Nos últimos anos, a Angola se tornou a fonte de exportações aos EUA que cresce mais rápido e, juntamente com a Nigéria e outros países do ocidente Africano, está prestes a se tornar um componente importante da segurança de energia americana.

Daqui a três anos, as nações produtoras de petróleo na África ocidental serão responsáveis por um em cada três novos barris de petróleo no mundo. Até 2015, os Estados Unidos espera importar um quarto de seu petróleo da África, subindo 15% em relação a hoje.

A esperança angolana resulta de uma série de grandes descobertas a 160km da costa, que multiplicaram por dez a produção de petróleo do país desde o meio dos anos 70, para 1,5 milhões de barris ao dia em 2006. No ano que vem, espera-se que a Angola alcance 2 milhões de barris ao dia, e até 2011, 2,6 milhões, produtividade equivalente a do Kuwait.

Porém a Angola se encontra no cruzamento das geopolíticas de energia da atualidade. Se tornou o último estágio na rivalidade global entre empresas de petróleo ocidentais, russas e chinesas. Neste ano, se juntou à Organização dos Países Exportadores de Petróleo, que vem fragmentando os fornecimentos globais para evitar que os preços caiam para menos de US$50 o barril.

A China identificou este país como fonte promissora em sua corrida por recursos de energia, fornecendo bilhões em empréstimos e ajuda de desenvolvimento em troca de tratamento favorável a seus interesses petrolíferos. No último ano, a Angola superou a Arábia Saudita como maior fornecedor de petróleo para os chineses. É atualmente o sexto maior exportador para os Estados Unidos.

- Jad Mouawad





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