26/02 - 21:32 - The New York Times
UNIONDALE, Nova York – “Vocês têm que levantar uns aos outros”. Gerard Way ordenou para sua banda parar, e agora ele estava em quarto em etiqueta de shows. “Se alguém – mesmo uma pessoa – cai, todos ao redor dela para o que estão fazendo e levanta essa pessoa”.
Os fãs concordaram? Sim. Então a música veio gritando de novo.Way é o cantor principal de My Chemical Romance, e o show de sexta-feira, no Nassau Coliseum, em Long Island, foi a segunda parada no maior tour da banda até agora. O lugar estava cheio – embora não lotado – de adolescentes, cantando junto com cada palavra funérea. E Way, que fará 30 anos em abril, era o doce e solicito líder, feliz por estar cantando essas grandes canções emo no lugar que elas realmente pertencem: uma arena.
My Chemical Romance nunca pareceu pequeno, embora a banda nunca pareceu ser assim tão grande. Depois de um nervoso (e muito bom) álbum de estréia em 2002, “I Brought My Bullets, You Brought Me Your Love” (Eyeball), os membros criaram um álbum seguinte forte e que pega em 2004 “Three Cheers for Sweet Revenge” (Reprise).
Way equilibrou violência (“Assim é como gostaríamos de fazer em uma cena de assassinato”) com sentimento (“Eu sinto sua falta mais do que eu sentia ontem”), e o CD gerou dois grandes sucessos.
Durante o show de sexta-feira, My Chemical Romance guardou as músicas do “Three Cheers” para a segunda metade. O show começou com Way em uma maca, cantando “Agora venham, venham todos para esse caso trágico”.
Essas são as primeiras frases do mais novo CD do My Chemical Romance, “Welcome to the Black Parade”, e pela próxima hora os membros tocaram esse ótimo álbum inteiro. Em suas pequenas jaquetas preta e prateada, os membros da banda pareciam com mensageiros de hotel, e eles afirmavam que eram uma banda diferente por inteiro.
“Nós somos a Parada Negra”, comentou Way, quando a primeira metade do show acabou. “My Chemical virá em seguida”.
É uma distinção ridícula, mas talvez útil, e não somente porque ela dá aos caras uma desculpa para usar roupas combinando. É uma maneira dos membros da banda se sentirem auto-conscientes sobre uma balada no piano chamada “Câncer”, ou um hino como “The Sharpest Lives”.
E por mais que tivessem alguns momentos estranhos (como o pequeno dirigível preto e branco que inflou, e depois, igualmente sem explicação, murchou), o efeito geral foi impressionante.
Ao invés de deixarem a fama subir à cabeça, esses caras se concentraram em escrever músicas tão grandes como sua audiência: músicas que soam tão boas, ou até melhores, de quando a banda parou e as luzes da casa são acesas e a multidão está cantando o refrão.
Kelefa Sanneh
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