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Estudos de dois planetas não mostram evidências de água

22/02 - 13:02 - The New York Times

E agora, a previsão do tempo do planeta alienígena: muito quente, seco, escuro e tempestuoso.

Astrônomos declararam na quarta-feira que as examinações mais completas até agora da atmosfera dos planetas que orbitam outras estrelas foi mais notável por conta do que não conseguiram enxergar: água, uma substância prevista por todas as teorias de formação dos planetas, sem mencionar o fato de ser o ingrediente essencial para a vida como conhecemos.

"O vapor que deveria estar ali não foi encontrado", disse L. Jeremy Richardson, do Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, Maryland.

Richardson liderou uma de três equipes que reportaram os resultados das observações de dois planetas com o telescópio espacial Spitzer durante uma conferência telefônica na quarta-feira.

Os resultados de Richardson serão publicados na revista científica Nature na quinta-feira. Seus dados sugerem que pelo menos um dos planetas está envolto em nuvens de poeira escura. "A água poderia estar ali, só não conseguimos enxergá-la", disse.

Astrônomos declararam que o trabalho é mais um marco importante na procura de vida no universo. A descoberta também sustentou a história dos planetas que orbitam outras estrelas, conhecidos como planetas extra-solares, que representou uma série de surpresas nos últimos 10 anos, já que sistemas planetários até hoje não se pareceram nada com o nosso. Alan Boss, teórico do Carnegie Institution, disse: "Este é um campo no qual observadores estão na liderança. O placar é: observadores 200 x teóricos 0". 

David Charbonneau do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, membro da terceira equipe, liderada por Carl J. Grillmair do Spitzer Science Center da Nasa no Instituto de Tecnologia da Califórnia, descreveu os corpos extra-solares como "mais negros do que qualquer planeta do sistema solar".

Ambos planetas estudados são os chamados Júpiters quentes, gigantes de gás que circundam estrelas em órbitas com temperaturas extremamente altas. E ambos passam diretamente na frente das estrelas, depois atrás, como podemos observar da Terra. Um destes planetas, conhecido como HD 209458b e com temperatura de 815º, orbita uma estrela parecida com o Sol a cerca de 150 anos-luz em Pegasus, e a 8 milhões de quilômetros de distância a cada 3,6 dias. (Mercúrio, o planeta mais próximo de nosso Sol, está a 57 milhões de distância do mesmo). O outro planeta, HD 189733b, está a 62 anos-luz em Vulpecula, orbitando uma estrela avermelhada um pouco menor do que o Sol a cada 2,2 dias.

- Dennis Overbye





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