13/02 - 09:59 - The New York Times
A indústria fonográfica concedeu vários prêmios Grammy às Dixie Chicks na noite de domingo, celebrando a liberdade de expressão e harmonia. A confirmação estava cerca de três anos atrasada. Os prêmios - incluindo um para o álbum adequadamente entitulado "Taking the Long Way" e a música "Not Ready to Make Nice" - acabou com um desolado perído no qual a música do trio foi boicotada e banida pelas rádios country, seus CDs queimados e pisoteados, e suas vidas pessoas ameaçadas.
A ofensa das Chicks foi geográfica, porém rotulada como anti-patriota. A vocalista, Natalie Maines, disse durante um show em Londres em 2003 que tinha vergonha de ser do Texas, mesmo estado do presidente Bush. Ela pediu desculpas aos fãs, e rapidamente retirou o que disse, recuperando seu direito de se opor à guerra do Iraque e criticar o presidente.
Se Maines fosse senadora na época, ela poderia ser enxotada da candidatura presidencial.
O corajoso grupo lutou contra a campanha feita por conglomerados de redes de rádio para destruí-las, e fizeram isso com pouca ajuda de colegas artistas, que temiam o mesmo destino das Chicks. A banda se reinventou, adotando um estilo mais pop, recuperando alguns fãs antigos e descobrindo novos - muitos deles. Enquanto isso, as taxas de popularidade de Bush caíam a níveis nixonianos. De repente, a indústria encontrou a coragem de gostar bastante do grupo novamente.
Já assistimos a este tipo de calibragem política nas artes anteriormente. Lillian Hellman ferveu a cerimônia do Oscar em 1977, 25 anos após desafiar o Comitê de Atividades Não-Americanas do Congresso. A indústria cinematográfica, disse, respondeu às acusações de comunismo e listas negras feitas por Washington com "a coragem e força de uma tigela de purê de batatas".
Deve haver uma música das Dixie Chicks ali, em algum lugar.
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