12/01 - 10:03 - The New York Times
Com o grande poder de processamento chegam grandes responsabilidades. Computadores inseguros causam danos a seus usuários ao ficarem vulneráveis a roubos de identidade e senhas. Mas também podem ser recrutados como soldados em um devastator exército online: no melhor dos casos, causa inconveniências à todos os usuários ao cuspir spams irritantes. No pior dos casos, gera ataques em larga escala à websites de empresas e até governos, podendo derrubar redes com custo enorme.
Tais programas representam um problema crescente, principalmente porque muitos usuários de internet não tomam os passos relativamente simples necessários para combatê-los. O usuário precisa atualizar seu computador regularmente, fazer atualizações quando softwares expiram e não possuem mais garantias do fabricante, usar os firewalls que vêm com o computador e instalar programas antivírus. A maioria dos estados exige que donos de veículos adquiram seguros confiáveis. Pedir aos usuários esforços mínimos para evitar que seus computadores danifiquem outros não é tão absurdo.
Computadores infectados são comumente referidos como zumbis, porque desempenham tarefas ativas sem perceber o que estão fazendo. Inicialmente, um vírus ou worm compromete o computador. Depois, o criminoso por trás do ataque pode consegue controlá-lo remotamente. Como John Markoff recentemente reportou no Times, uma estimativa entre especialistas diz que 11% dos mais de 650 milhões de computadores conectados à internet estão infectados.
Nos primórdios da internet, existia uma visão otimista de uma vila virtual global pela qual todas as pessoas do mundo estariam conectadas, levando a um maior entendimento e até a paz. Nestes dias de websites da Jihad, isso soa tão realista quanto o mundo adotar o esperanto como língua oficial.
Existe uma diferença crucial entre os primeiros usuários e a maioria dos usuários de internet de hoje em dia. No surgimento dos computadores em rede, os profissionais e usuários caseiros online esperavam aprender e trabalhar. Com a popularização da internet, a dedicação das empresas de tecnologia em criar produtos plug-and-play fez a internet parecer de que precisa de menos entendimento e cuidado entre os usuários do que realmente necessita. Todo usuário possui a responsabilidade pessoal de nossa segurança coletiva, não importa quanto trabalho dão as atualizações, firewalls e patches de segurança.
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