10/01 - 13:09 - The New York Times
DETROIT - Um dos carros-conceito de mostruário da Ford é o imponente sedã Interceptor, com suas rodas enormes e pára-choque robusto que lembra um aríete blindado.
Para que ninguém esqueça, tudo fica ainda mais claro quando o carro gira em sua plataforma para uma visão traseira. Ali, em letras maíusculas de alumínio, a placa lê: MUSCLE, com o "U" e o "S" em vermelho e azul.
É uma placa que poderia facilmente aparecer em outros carros aqui, a maioria de Detroit mas alguns de seus concorrentes estrangeiros. Enquanto as montadoras de Detroit tentam encontrar um plano vencedor para reverter sua decadente fatia do mercado, fica claro pelos carros à mostra no Salão Internacional do Automóvel norte-americano que estão tentando ganhar uma distinta vantagem sobre seus concorrentes asiáticos e europeus - afinal, ninguém consegue desenhar o "muscle car" americano tão bem quanto as montadoras americanas.
Porém a demografia e as mudanças nos gostos dos compradores de carros podem trabalhar contra os esforços de Detroit, dizem executivos japoneses. Tais carros ressoam melhor com compradores que lembram deles - um grupo em envelhecimento - e não podem ser a única resposta se Detroit espera acabar com um declínio na fatia do mercado que vêm ocorrendo há uma década.
E, claro, tais carros nunca foram econômicos no gasto de combustível, o que se tornou uma questão bastante importante desde a alta dos preços da gasolina ano passado.
A Chrysler já tem um histórico comprovado com pelo menos um de seus "muscle cars", o Chrysler 300 sedan, sucesso entre compradores urbanos desde o momento em que chegou ao mercado, há três anos. Mesmo que a novidade inicial tenha diminuído, o 300c continuou tendo boas vendas em 2006, apesar da alta dos preços da gasolina que derrubou as vendas dos utilitários esportivos da Chrysler.
O Ford Mustang, enquanto isso, se tornou um raro momento brilhante para a empresa, que enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história. O Mustang, relançado em 2004, vendeu 166.530 unidades no ano passado, um aumento de 3,5%.
- Micheline Maynard
Publicidade
Após cinco anos da invasão, Iraque ainda tem profundas divisões políticas e religiosas
Déficit em conta corrente cai nos EUA em 2007 pela primeira vez em seis anos