03/01 - 13:04 - The New York Times
JERUSALÉM – O chefe de estado israelense, general Dan Halutz, reconheceu terça-feira que o exército cometeu sérios erros durante a última guerra contra o Hezbollah no Líbano, mas disse que ele não sairá de seu cargo.
Halutz disse que Israel prejudicou seriamente o Hezbollah no sul do Líbano e matou “centenas de terroristas”. Mas ele disse que Israel não “foi bem sucedida em reduzir o fogo de curta distância no norte de Israel até o cessar fogo”, que aconteceu 34 dias depois da luta. Críticos de Halutz e do governo israelense do primeiro ministro Ehud Olmert disseram que o exército confiou demais no poder aéreo e atrasou muito em mandar tropas terrestres nos números necessários para recuar os lutadores do Hezbollah e apoiadores que estavam disparando os mísseis Katyusha em Israel. Os críticos também disseram que o exército deveria ser guiado por um comandante de força terrestres – Halutz passou sua carreira na força aérea - e que reservas não foram chamados a tempo, foram mal treinados e estavam mal equipados, e muitas vezes recebiam ordens contraditórias. “Nós atacamos os Katyushas, mas sem sucesso”, comentou Halutz. Ele falou terça-feira na coletiva de imprensa em Tel Aviv, resumindo a investigação do próprio exército de seu comportamento durante a guerra. Disse que permaneceria para “corrigir o que podia ser corrigido” e que se afastar agora seria “fugir”. Ele falou que Olmert e o ministro da defesa Amir Peretz não pediram para ele sair. “Eu não ouvi meus superiores pedindo para eu me afastar”, ele disse. “Se eles pedirem, eu responderei”. Os EUA estão investigando se os israelenses usaram munições de grupos feitas e pagas por americanos de uma maneira que discorde das regulações americanas para o uso de armas. O comitê de Winograd, liderado por um juiz aposentado, Eliyahu Winograd, e apontado pelo governo, ainda está investigando o conflito e seu resultado. Halutz disse que o comitê pediu pelo seu afastamento, “óbvio” que ele obedeceria. O ministro de defesa Amir Peretz fez o mesmo pedido. A guerra acabou com um cessar fogo no dia 14 de agosto, depois que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU mandou uma grande e fortalecida missão de paz no sul do Líbano e supervisão da costa libanesa e sua fronteira com a Síria para prevenir o rearmamento do Hezbollah. A Guerra deixou mais de 1.000 pessoas mortas em ambos os lados. Israel disse que mais de 500 dos mortos eram combatentes do Hezbollah, mas o Hezbollah se opõe a isso. Steven Erlanger
Publicidade
Correspondente iG: sem trazer tranqüilidade, primavera chega ao Oriente Médio
Número dois da Al-Qaeda convoca ataques contra alvos americanos e israelenses