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Onda de violência no Rio deixa 18 mortos

29/12 - 12:22 - The New York Times

RIO DE JANEIRO - Gangues do tráfico fortemente armadas iniciaram uma onda de ataques à delegacias de polícia e estradas na cidade no começo da quinta-feira, e pelo menos 18 pessoas foram mortas nos confrontos.

Sete vítimas morreram durante um único incidente na madrugada, o ataque a um ônibus interestadual com destino a São Paulo. Sobreviventes disseram que cerca de oito homens armados pararam e entraram no ônibus, roubaram os passageiros e atearam fogo no veículo antes que os 28 passageiros pudessem escapar. 

Pelo menos cinco delegacias e postos policiais também foram atacados por gangues armadas com granadas e metralhadoras. Os mortos durante estes episódios não incluiram apenas criminosos e policiais envolvidos nos tiroteios, mas também vendedores ambulantes, pedestres e cidadãos comuns fazendo boletins de ocorrência nas delegacias.

Os confrontos entra a polícia e os bandidos continuou durante o resto do dia. Esquadrões policiais enviados à pelo menos seis favelas da cidade encontraram resistência armada, e um tiroteio que interrompeu o trânsito em uma via principal também foi reportado.

César Maia, prefeito desta cidade de 5,5 milhões de habitantes, prometeu que a violência não irá interferir na famosa celebração e na queima de fogos do Reveillón em Copacabana. Entretanto, reconheceu que as unidades policiais terão de ser reforçadas.  

A mídia brasileira disse que a onda de violência é um aviso ao novo governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Eleito em outubro após uma campanha severa na qual o crime e a insegurança pública foram as questões principais, Cabral assume o cargo na segunda-feira.  

Maia e outros oficiais afirmaram que as gangues também reagiram à presença de "milícias" particulares nas favelas. Tais milícias são compostas em sua maioria de policiais fora de serviço, que exigem pagamento dos moradores em troca da expulsão e assassinato de chefes de gangues, ignorando assim as restrições legais exigidas quando estão de uniforme. 

A última onda de ataques enfatizou o crescente problema do faroeste urbano no Brasil. Desde maio, três ondas de ataques por facções criminosas em São Paulo, a maior cidade do país, deixaram mais de 200 mortos e resultaram na destruição de mais de 350 ônibus, bancos e postos policiais.

Larry Rohter





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