Neurogenética permite reconhecer descendência na idade adulta, diz pesquisa

Londres, 9 mai (EFE).- A capacidade dos progenitores masculinos de reconhecer seus descendentes quando alcançam a idade adulta tem a ver com a geração de novos neurônios no hipocampo e nas regiões do cérebro relacionadas com a memória e o olfato.

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Londres, 9 mai (EFE).- A capacidade dos progenitores masculinos de reconhecer seus descendentes quando alcançam a idade adulta tem a ver com a geração de novos neurônios no hipocampo e nas regiões do cérebro relacionadas com a memória e o olfato. É o que indica um estudo realizado pelos pesquisadores Samuel Weiss e Gloria Mak, da Universidade de Calgary (Canadá), publicado na última edição da revista "Nature Neuroscience". A descoberta sugere que a capacidade de um pai reconhecer seus descendentes adultos tem a ver com a experiência e o processo de aprendizagem derivados da paternidade, nos quais a produção de novos neurônios e hormônios neurais é decisiva. Até agora se sabia que os seres humanos, os primatas e algumas espécies de roedores selvagens tinham esta capacidade, mas Weiss e Mak descobriram em laboratório que os ratos machos também reconheciam seus filhotes ao alcançar a idade adulta, quando têm oportunidade de interagir e cuidar deles. Os pesquisadores constataram que o reconhecimento paterno da descendência genética dos ratos aconteceu em paralelo a um aumento do desenvolvimento do sistema nervoso e à criação de novos neurônios no lóbulo olfativo e no hipocampo, zonas do cérebro onde são gerados continuamente neurônios durante a idade adulta. O estudo serviu também para investigar se a prolactina, um hormônio produzido pela glândula pituitária, também está envolvida no processo, já que os ratos que careciam dela não mostraram um aumento da neurogenética no período em que se relacionaram com seus filhotes, e não os reconheceram como próprios. Os cientistas estimularam a geração de neurônios com um hormônio diferente para suprir a carência de prolactina, o que permitiu restaurar o vínculo entre progenitor e progênito. Futuros testes científicos deverão demonstrar se há um mecanismo similar envolvido no reconhecimento da descendência nos humanos e se este processo pode afetar posteriores comportamentos na relação entre pai e filhos. EFE fpb/pd

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