Socialista derrotado no primeiro turno afirma que vai trabalhar ¿pelo que for bom para Mato Grosso"

O candidato Mauro Mendes (PSB), derrotado na disputa ao governo de Mato Grosso, assegura que dará uma trégua ao governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) e dispara: “não vou fazer uma oposição burra”.

O socialista adota o discurso de que não vai trabalhar contra Mato Grosso e de que vai apoiar apenas o que for bom para os milhares de eleitores que votaram nele nas urnas.

A declaração de Mendes praticamente descarta a postura de oposição contra o peemedebista na nova gestão.

Ao que se vê uma semana depois das eleições, é uma situação contraditória do que evidenciado na campanha eleitoral marcada por show de ataques, denúncias e acusações contra a reeleição de Silval.

Por outro lado, o recuo do socialista também se dá pela fraca resistência que o governador poderá enfrentar na Assembleia Legislativa, cuja base aliada será de 70,9%.

Serão 17 deputados de partidos coligados com a sigla do chefe do Executivo contra sete de legendas adversárias e, por isso, Mendes já garantiu que nem vai interferir na bancada de oposição.

“Eu nunca fiz isso e não posso simplesmente ficar brigando contra os interesses da população que quase me levaram para o segundo turno. Sei que o governador possui uma bancada forte e não vou ficar dando murro em ponta de faca”, destacou.

Mauro Mendes obteve 31,85% dos votos, ao passo que Silval Barbosa conquistou 51,21%, garantido a vitória no primeiro turno.

Porém, Mendes enfrenta ainda a aproximação, nos bastidores, de seis dos sete deputados que, em tese, seriam da oposição com o governador.

Zeca Viana (PDT), Dilmar Dal Bosco (DEM), Guilherme Maluf (PSDB), José Domingos (DEM), Luciane Bezerra (PSB) e Luiz Marinho (PTB) alegam priorizar a governabilidade.

Percival Muniz (PPS), um dos principais cabos eleitorais de Mendes, é o único que tende a ser o parlamentar essencialmente de oposição.

Já o candidato do PSDB Wilson Santos, terceiro colocado na disputa ao governo e que também participou da onda de ataques contra Silval, agora, evita falar sobre confrontos com o atual governo. 

Com um quadro político desfavorável, o ex-prefeito de Cuiabá por dois mandatos foi o candidato mais rejeitado durante todo período eleitoral.

Segundo Santos, qualquer posição referente à eleição ocorrerá somente após o encerramento do segundo turno da eleição presidencial.

“Quem deve se pronunciar é quem tem motivos para comemorar, ou seja, do lado de lá", pontua.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.