09/11 - 08:37, atualizada às 09:32 09/11 - Redação
BERLIM - Com uma missa ecumênica na igreja de Gethsemane, que contou com a presença do presidente alemão, Horst Köhler, e da chanceler Angela Merkel, a Alemanha deu início na manhã desta segunda-feira aos atos comemorativos pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim.
Pouco depois da celebração, o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, visitou a Capela da Reconciliação junto ao antigo posto fronteiriço de Bernauer Strasse, onde foram acesas dúzias de velas em memória das pessoas que morreram ao tentar atravessar o Muro de Berlim para fugir para o lado ocidental.

Autoridades participam de celebração na igreja de Gethsemane, em Berlim / AP
No mesmo local também foi inaugurado um centro de informações sobre o Muro com imagens e vídeos sobre a estrutura que dividiu a Alemanha durante 28 anos.
Os atos para comemorar o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim terminarão na noite desta segunda-feira com a "Festa da Liberdade" em frente ao Portão de Brandemburgo, à qual foram convidados diversos líderes de Estado e de governo de todo o mundo.
Em nome das quatro potências aliadas que repartiram Berlim após a Segunda Guerra Mundial estarão presentes os presidentes da Rússia e da França, Dmitri Medvedev e Nicolas Sarkozy; o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown; e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Também assistirão ao evento os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; e do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, além dos chefes de Estado ou primeiros-ministros dos 27 países-membros da União Europeia.
Antigos estadistas, como o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev, também foram convidados ao evento.
A festa contará com a apresentação de bandas alemãs e internacionais, como a banda Bon Jovi ou o DJ Paul Van Dyck, entre outros.
O ato solene terminará com a derrubada de uma simbólica cadeia de peças gigantes de dominó de 1,5 quilômetro de comprimento ao longo do traçado do antigo Muro de Berlim, pintadas por diferentes artistas e estudantes para lembrar o fim da divisão da cidade, da Alemanha e da Europa.

"Muro" de dominós já está pronto para ser derrubado
em frente ao Portão de Brandemburgo / AFP
Simultaneamente, milhares de pessoas formarão uma corrente humana de 33 quilômetros ao longo da antiga divisa entre os setores oriental e ocidental.
Veja no infográfico como era a divisão da Alemanha e um raio-x do Muro
* Com EFE e AFP
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