29/08 -
09:11
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Agência Estado
Na tarde de quarta-feira, a agência de notícias Bloomberg publicou, por engano, um obituário de 17 páginas do presidente da Apple, Steve Jobs.
A idade do executivo e a causa da morte estavam preenchidos por XXX, aguardando a informação correta. O texto foi tirado do ar rapidamente, mas uma cópia dele acabou sendo divulgada pelo blog Gawker.
A Bloomberg trocou o obituário por uma correção: "Uma história incompleta referente à Apple Inc. foi publicada inadvertidamente pela Bloomberg News às 16:27, horário de Nova York, de hoje (quarta-feira). O item nunca deveria ter sido publicado e foi corrigido."
É normal as redações prepararem com antecedência obituários de pessoas famosas, e erros acontecem. O que chama atenção nesse caso é que a Bloomberg sentiu necessidade de atualizar o texto na quarta-feira, o que demonstra a preocupação crescente com a saúde do fundador da Apple.
Em 2004, Jobs enfrentou com sucesso uma cirurgia para retirar um tumor no pâncreas. Mas o executivo só veio a público para falar sobre o assunto depois de ter certeza de que a doença havia sido deixada para trás. Num evento da Apple em junho deste ano, Jobs apareceu magro demais para a sua palestra, o que fez com que os investidores voltassem a se preocupar com a sua saúde.
No mês passado, Joe Nocera, colunista do New York Times, escreveu um artigo sobre os rumores a respeito do executivo. Durante a conferência sobre os resultados do terceiro trimestre, um analista perguntou sobre a saúde de Jobs. A resposta do diretor-financeiro da Apple foi: "A saúde de Steve é um assunto privado."
A revista The Economist publicou uma matéria no mês passado em que questionava o estado de saúde de Jobs e sugeria que ele indicasse um sucessor, para reduzir a incerteza dos investidores sobre o futuro da empresa, que Jobs comanda num estilo centralizador e personalista.
O obituário da Bloomberg dizia que Jobs "ajudou a tornar os computadores pessoais tão fáceis de usar quanto telefones, mudou a forma como filmes de animação são feitos, convenceu os consumidores a ouvir música digital e reinventou o telefone móvel". O texto trazia uma lista de pessoas que deveriam ser ouvidas, que incluíam Steve Wozniak, co-fundador da Apple, Bill Gates, da Microsoft, e o ex-vice-presidente americano Al Gore.
As informações são do O Estado de S. Paulo
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