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"Netbook" desafia os grandes fabricantes de PCs

22/07 - 09:19 - Agência Estado

O setor de microcomputadores deverá vender dezenas de milhões de pequenos aparelhos que não gastam muita energia, principalmente para navegar na internet. Mas, curiosamente, alguns dos principais fabricantes acham essa notícia péssima.

Eles se mostram cautelosos com a nova geração de computadores, porque os preços baixos poderão ameaçar as margens de lucro, já reduzidas.

Os novos aparelhos, freqüentemente chamados netbooks, têm pouca memória instalada e usam processadores de baixa potência. O preço também é reduzido: alguns são vendidos por apenas US$ 300. As pioneiras nessa categoria também são empresas pequenas, como a Asus e a Everex, ambas de Taiwan.

Apesar de sua desconfiança em relação a máquinas menores, a Dell e a Acer, duas das maiores fabricantes de PCs, não pretendem permitir que essas empresas, que acabam de entrar no mercado, abocanhem também sua fatia. A Hewlett-Packard, a maior fabricante mundial de PCs, introduziu recentemente no mercado, sem chamar a atenção, um híbrido de notebook e netbook que chamou de Mini Note. Vários fabricantes estão dando cautelosamente os primeiros passos na produção de PCs de pouca potência, e, nos próximos meses, deverão lançar net-tops, versões mais baratas de computadores de mesa destinados principalmente ao acesso à web.

Uma companhia do Vale do Silício que acaba de estrear, chamada CherryPal, refuta a idéia de que seja necessária uma grande potência instalada para permitir as funções básicas dos computadores, na era da internet. Na segunda-feira, ela pretende lançar um PC de US$ 300 do tamanho de uma brochura, que utiliza 2 watts de potência, em comparação com os 100 watts de algumas máquinas de mesa.

A empresa quer se beneficiar da tendência de computação em nuvem (ambiente de computação baseado em uma rede maciça de servidores, virtuais ou físicos), na qual os dados são gerados e armazenados em servidores distantes, e não na própria máquina. Segundo analistas do setor, o surgimento dessa nova geração de máquinas de baixo custo poderá ameaçar grandes corporações como a Microsoft e a Intel, ou mesmo a HP e a Dell, porque os gigantes construíram suas companhias baseados na idéia de que os consumidores querem mais potência e funções no seu PC.

A IDC, uma empresa de pesquisa de mercado, prevê que a categoria crescerá de menos de 500 mil aparelhos em 2007 para 9 milhões em 2012, pois o mercado do segundo computador está em expansão nas economias desenvolvidas.

As informações são do O Estado de S. Paulo





 

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