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A hora e a vez dos celulares mutantes

17/07 - 09:23 - Agência Estado

O botão aciona o tocador de música no celular e provoca uma transformação. As teclas dos números desaparecem e dão lugar aos controles de play, pular de faixa e repeat.

Já quando você joga um game, a tela onde estavam os botões do celular vira uma janela para controlar o personagem do jogo.

Efeitos mutantes foram lançados em certos telefones no começo do ano e eles começam a aportar no Brasil. Os dois principais são o E8, da Motorola e o KF600, da LG. Já o KF510 funciona de forma parecida, mas não é mutante.

Os aparelhos exigem paciência até que você se acostume com os controles. É como a sensação de usar pela primeira vez uma tela sensível. Por isso, esse tipo de celular é indicado principalmente para usuários com facilidade de lidar com eletrônicos.

O mais hi-tech

O Rokr E8 traz recursos avançados que simulam efeitos físicos - conhecidos como interface háptica. Ele não tem botão nenhum, apenas uma camada de acrílico com sensores e luzes. Mas, ao apertar uma das "teclas", o celular vibra e simula a pressão sobre um botão comum, exatamente no ponto que você tocou. Além disso, há um controle giratório, bem parecido com a rodinha do iPod, útil para navegar por listas de músicas.

O telefone é voltado para música, portanto, toca MP3, tem rádio, entrada padrão de fones de ouvido e vem com 2 gigabytes de memória interna. Se precisar de mais espaço, há uma entrada para cartões de memória.

A tela do E8 tem um tamanho padrão para celulares, mas poderia ser maior. Como ela está horizontal, dá a impressão de ser achatada demais em relação ao celular.

Tela vira controle

O KF500, da LG, tem teclas de discagem por baixo, como qualquer celular slide. Mas todos os controles do telefone estão em uma tela sensível ao toque secundária, que funciona independentemente da tela principal.

Seis ícones servem de atalho para acessar as principais funções do celular. E é possível ainda personalizar quatro desses botões, por exemplo, se você quiser uma tecla rápida para o despertador em vez do ícone das imagens. O legal é que os controles da tela secundária mudam de acordo com a função que você acessa. A tela secundária só tem um problema. Quando você acessa o menu, ela exibe as setas de navegação. Só que, mesmo com o sensor calibrado, aperta-se sem querer o botão de voltar em vez da seta para cima. Demora a pegar o jeito.

Menos complicado

O KF510 é uma versão menos mutante do seu irmão, o KF600. Os controles também ficam em uma telinha sensível ao toque, logo abaixo à tela principal. Porém, ela só simula as setas direcionais de navegação e os botões de voltar, cancelar e send. Os controles não se alteram como no KF600. Uma opção para quem quer inovar sem a complicação dos menus mutantes.

Ambos têm câmera de 3 megapixels com luz que simula um flash, gravam vídeo, vêm com cartão de memória de 512 megabytes, tocam MP3 e têm rádio. A diferença está no design. O telefone é meio centímetro mais fino do que o KF600 e tem um acabamento mais "sério".

Duas coisas ruins no KF510. A tela secundária é sensível até demais. E o celular "fala" em voz alta os números discados. Só é possível retirar o recurso desligando o som do teclado.

As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso





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