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iPhone 3G é melhor, mas só um pouco

14/07 - 09:25 - Agência Estado

Há um ano e 11 meses os Estados Unidos foram varridos pela mania do iPhone. A cobertura das emissoras de televisão foi incansável.

Os fãs mais entusiasmados acamparam diante das lojas para serem os primeiros da fila. Os blogueiros se referiam ao novo produto da Apple como o "Jesus dos telefones." O aparelho era uma impressionante placa de vidro preto: um telefone celular, um brilhante reprodutor de música e vídeo e o melhor terminal de bolso com acesso à internet que o mundo jamais vira. A imensa e luminosa tela sensível ao toque tornava viciante aproximar, girar e folhear o conteúdo de fotos, vídeos e páginas da web.

Hoje, o iPhone está nas mãos de 6 milhões de pessoas. Os desajeitados modelos dos fabricantes concorrentes, com tela sensível ao toque, acotovelam-se nas prateleiras.

E na sexta-feira chegou a nova encarnação do iPhone.

No entanto, desta vez, quando começarem as vendas do iPhone 3G, a mania do iPhone será consideravelmente menos barulhenta. Isto se deve em parte ao fato de que não há mais mistério, em parte porque o serviço da operadora norte-americana AT&T está mais caro e em parte à ausência de um bom número de novos recursos.

O novo nome entrega a principal mudança: este iPhone consegue acessar a internet com velocidade muito maior. Ele é capaz de fazer uso da rede de terceira geração (3G), que traz a você as páginas da rede em menos da metade do tempo do iPhone antigo.

Como praticidade adicional, o 3G significa que você pode falar no iPhone e navegar na internet ao mesmo tempo, o que era impossível antes.

Há, entretanto, um porém: não se pode ter acesso à tamanha velocidade ou a estes recursos a não ser que você esteja em uma das áreas de cobertura 3G da AT&T, nos EUA, ou de outras operadoras, em outros países (como no Brasil) - e elas são poucas.

Uma dica: fora de uma área com cobertura 3G, desligue os recursos 3G do iPhone para dobrar o tempo de conversa da bateria, de 5 para 10 horas.

A outra mudança dramática está no preço do iPhone nos EUA: US$ 200 pelo modelo de 8GB, US$ 300 pelo de 16GB. Estes preços são incríveis para um aparelho com tamanha sofisticação, utilidade e poder de uso; há um ano, um iPhone de 8GB teria custado US$ 600.

Só que o preço inclui uma assinatura de 2 anos com a AT&T e um gasto de pelo menos US$ 70 por mês. Ao final do contrato, o iPhone 3G terá custado mais do que o antigo modelo, e não menos conforme o anunciado.

A terceira melhoria está na qualidade do áudio, que deu um gigantesco salto adiante. Sua voz chega cristalina aos seus interlocutores, e eles também soam cristalinos do outro lado da linha. Na verdade, pouquíssimos telefones celulares oferecem tamanha qualidade de som.

Os outros incrementos são menores, mas bem-vindos. Por exemplo, o novo iPhone é ainda mais confortável nas mãos, graças às suas costas curvas, de plástico preto reluzente. O aparelho traz também uma entrada padrão para fones de ouvido - aleluia! - evitando a necessidade de adaptadores para o seu fone favorito de outra marca. O carregador foi reduzido para um cubo de menos de 3 centímetros, que não ocupa uma tomada adicional na parede.

O novo iPhone também traz um GPS verdadeiro, além do GPS falso do modelo anterior - um engenhoso sistema que mostra sua localização num mapa analisando torres de telefonia celular e pontos de acesso Wi-Fi nas proximidades.

Infelizmente, não há muito que se possa fazer com o GPS. De acordo com a Apple, a antena do GPS é pequena demais para reproduzir a navegação de rua a rua oferecida por GPS de carros, por exemplo. Tudo que o iPhone faz é acompanhar sua posição enquanto se move, como um ponto azul deslizando pelas ruas do mapa.

Há diversos pequenos incrementos no software. A calculadora de quatro funções agora se transforma numa calculadora científica quando você gira o iPhone 90 graus. Há uma ferramenta de busca no catálogo de endereços, filtro de conteúdo para crianças e mudança instantânea de idioma. A Apple diz também que o iPhone agora funciona melhor com o Microsoft Exchange e ActiveSync.

É de se notar, no entanto, que estas melhorias não são exclusividades do iPhone 3G. Elas fazem parte da atualização gratuita do software do iPhone para a versão 2.0, que foi disponibilizada aos 6 milhões de iPhones originais na sexta-feira.

Infelizmente, a maioria dos recursos elementares que estavam ausentes no iPhone original continua ausente. Ainda não temos discagem por voz, gravação de vídeo, ferramenta para copiar e colar textos, entrada para cartões de memória, áudio estéreo Bluetooth ou envio mensagens com fotos (MMS). E quando a bateria precisar ser trocada após alguns anos, ainda será necessário pagar US$ 86 à Apple pela substituição.

Muitos dos fãs da Apple expressaram sua frustração quanto às poucas mudanças no design do telefone. Mas há um recurso impressionante que é bem capaz de fazê-los engolir as críticas. É a loja de aplicativos do iPhone (iPhone App Store): um catálogo online central, completo e simples de usar contendo novos programas para o iPhone. Centenas de softwares estão disponíveis. A maioria dos programas será barata ou gratuita (a loja também funciona para o Brasil, veja ao lado).

O iPhone 3G está melhor, mas não a ponto de transformar todos os primeiros iPhones em coisa do passado.

As informações são do O Estado de S. Paulo/Link





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