O presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, entrou no debate sobre a tentativa da Microsoft de comprar o Yahoo! ao dizer que seria melhor para todos se a empresa de internet permanecesse independente. Schmidt, que conversou com jornalistas durante a conferência anual de mídia Allen & Co, em Sun Valley, Idaho (EUA), afirmou que um Yahoo! independente significaria "mais competição no segmento de busca e mais competição em outros mercados de publicidade onde o Yahoo! é líder.
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"Quando vimos a oferta da Microsoft, a consideramos anticompetitiva", disse Schmidt. "É fácil de entender. Apenas olhe para a história deles", acrescentou o executivo, em uma aparente referência às últimas investigações de órgãos reguladores sobre as atividades da Microsoft.
O momento em que os comentários de Schmidt foram feitos é altamente significativo e provavelmente vem como um apoio moral para os executivos do Yahoo!. Com Carl Icahn, um investidor ativista, tentando depor o conselho do Yahoo! e a Microsoft indicando que não fará outra oferta pela companhia se o conselho não mudar, a empresa de internet está sob forte pressão.
No entanto, o Yahoo! parece ter encontrado um importante aliado no Google. Os dois grupos assinaram um acordo de busca no mês passado que os executivos disseram poder valer de US$ 250 milhões a US$ 450 milhões para o fluxo de caixa operacional em seu primeiro ano. Os benefícios totais poderão alcançar até US$ 850 milhões ao ano.
Na conferência de Sun Valley, executivos dos Yahoo! têm sido vistos junto com Larry Page e Sergey Brin, co-fundadores do Google. Sue Decker, presidente do Yahoo!, passou cerca de uma hora com o presidente do Google na quarta-feira, enquanto Jerry Yang, presidente-executivo da empresa de internet, encontrou os dois na quinta-feira após o almoço.
Com os presidentes-executivos das companhias líderes em mídia e tecnologia reunidos em Sun Valley para a conferência Allen & Co., as expectativas de que a questão entre a Microsoft e o Yahoo! seria resolvida eram grandes no início da semana. Mas Yang pareceu descartar conversas com executivos da Microsoft, afirmando que não tem planos de se reunir com representantes da empresa de software. (Matthew Garrahan)
Fonte: Financial Times