iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Apple busca uma nova hegemonia

11/07 - 09:19 - Agência Estado

Hoje, quando a Apple abrir sua loja de aplicativos online para softwares do iPhone , Steve Jobs fará uma tentativa de dominar a próxima geração da computação, mais próxima dos dispositivos móveis conectados à internet. A loja, que vai oferecer mais de 500 aplicativos (jogos, programas educativos e ferramentas empresariais), pode ser um desenvolvimento muito mais importante até do que o próprio iPhone 3G, cujas vendas também começam nesta sexta-feira.

Uma abundância de software poderia tornar o sistema operacional do iPhone o padrão dominante entre uma série de telefones rivais.

"A reação que recebemos até agora tem sido realmente intensa", disse Jobs. "A qualidade e a sofisticação dos aplicativos que podem ser desenvolvidos para o iPhone é de outro nível." Jobs não foi capaz de transformar os seus computadores pessoais no padrão dominante, mas não cometeu o mesmo erro ao projetar o tocador de música iPod.

A loja iTunes, da Apple, que oferece o download simples e barato de músicas, deu ao dispositivo uma vantagem incomensurável sobre a concorrência. Agora, com a loja de aplicativos chamada App Store, a Apple simplificou o processo de acrescentar softwares ao telefone. Jobs afirma que a Apple não ganha muito dinheiro vendendo músicas no iTunes. "Não tentamos ser parceiros de negócios", disse Jobs a respeito da App Store. "O objetivo é vender mais iPhones." A Apple oferece aos desenvolvedores a fatia de 70% das vendas.

O entusiasmo entre os desenvolvedores de software é grande, mas cauteloso. Muitos esperam que a negociação seja mais lucrativa que as feitas com operadoras de telefonia celular, que controlam quais programas acabam instalados nos telefones. Mas ainda há detalhes desconhecidos, especialmente para os desenvolvedores cujos aplicativos irão concorrer com a popular loja do Itunes.

Empresas como Palm, Microsoft, RIM e Nokia/Symbian tentaram atrair desenvolvedores para que produzissem aplicativos para seus smartphones. A Palm diz ter 30 mil desenvolvedores de software em atividade, e a Microsoft afirmou que há mais de 18 mil aplicativos para o sistema Windows Mobile.

Ainda assim, Jobs está alcançando os rivais com rapidez, e nenhum deles o subestima. "Todo mundo quer desenvolver aplicativos para iPhone", disse Gene Munster, analista de pesquisa da Piper Jaffray.

Matt Murphy, parceiro de um fundo estabelecido pela Kleiner Perkins Caufiled & Byers para investir em aplicativos do iPhone, atribui o interesse à distribuição sem interferência prometida pela App Store: ela elimina a mediação da operadora de telefonia. "Muitos empreendedores não quiseram começar nada porque precisavam da bênção das operadoras", disse.

Um indicativo do quanto o iPhone muda o cenário é o fundo de Murphy, o iFund, que planeja investir US$ 100 milhões em empresas de desenvolvimento de software para o iPhone. Em quatro meses, o fundo recebeu 2 mil pedidos de financiamento, e cerca de 100 dessas idéias eram viáveis. Uma delas veio da iControl Networks, criadora de um aplicativo que permite aos moradores desligar as luzes e o alarme das casas e monitorar câmeras de segurança pelos iPhones.

Cerca de 25% dos primeiros 500 aplicativos disponíveis na loja serão gratuitos, estima Jobs. Dos aplicativos comerciais, 90% serão vendidos por US$ 9,99 ou menos. A pergunta que segue sem resposta é como a Apple e Jobs irão administrar o relacionamento com os desenvolvedores de software. Quando o iPod foi lançado, a indústria fonográfica viu a salvação de seus negócios agonizantes. Mas depois reclamou que não estava sendo paga o bastante. Os estúdios de Hollywood foram ainda mais cautelosos, enrolando durante meses antes de permitir a distribuição de filmes pelo iTunes.

As informações são do O Estado de S. Paulo





US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas


Enquete