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Morte do Windows XP é adiada de novo

07/07 - 09:19 - Agência Estado

O Windows XP vive uma crônica da morte adiada. No ano passado, a Microsoft anunciou que tiraria o sistema operacional das lojas em janeiro, todo mundo esperneou e a empresa voltou atrás.

Marcou nova data para o fim: 30 de junho de 2008 (segunda-feira passada). Todo mundo esperneou e a empresa, de certa forma, voltou atrás de novo. Tirou, sim, o sistema das lojas, mas estendeu o suporte técnico até 2014. Esse drama todo tem um nome: Vista.

O sistema operacional que substitui o XP não emplacou como a Microsoft queria, apesar de as estatísticas apontarem vendas em alta e satisfação de usuários. Um ano e meio após o lançamento, o Vista está em 16,14% dos PCs, contra 71,2% de presença do XP, segundo a Net Applications. A principal razão é que o programa exige computadores mais potentes para rodar direitinho.

Na semana passada, reclamando exatamente do hardware, um alto funcionário da Intel disse ao New York Times que a empresa não adotaria o Windows Vista nos seus computadores corporativos. Pronto. Estava instaurada a polêmica. Se a parceira histórica da empresa de Bill Gates (agora aposentado) não apostou no novo sistema, por que os demais usuários deveriam apostar? "A Intel acha que não compensa adotar o Vista", disse a fonte ao Times.

A celeuma confunde principalmente empresários, apesar de não serem afetados diretamente pelo fim do Windows XP nas lojas. Para colocar fim à discussão, afinal, o que vale a pena fazer na luta Windows XP versus Vista?

Há três ações possíveis, baseadas em três perfis de uso. A primeira opção, para empresas que têm o XP instalado e não pretendem trocar as máquinas imediatamente, é esperar até 2010 e fazer a migração diretamente para o Windows 7, o próximo sistema já anunciado. Mas programe-se para investir em máquinas mais potentes em dois anos porque o sucessor do Vista também exigirá bom desempenho.

O gerente de tecnologia da Seteco Contabilidade, Fernando Alcazar, orientou a diretoria a esperar. Eles têm cem computadores em rede. "Vamos mudando conforme a necessidade de comprar novas máquinas, que já virão com o Vista instalado", afirma. Para ele, o problema é realmente o hardware. "Para rodar bem, o Vista precisa de 2 gigabytes (GB) de memória RAM."

A segunda opção é investir na compra de licenças Windows Vista Business, versão do programa voltada a empresas (com Outlook e recursos de segurança para redes, por exemplo). É a única forma de fazer o chamado downgrade - pedir para a Microsoft reinstalar o Windows XP. As outras versões do sistema (Home Basic e Home Premium) não dão direito ao cliente de voltar ao sistema antigo. O problema é que a migração pode custar mais caro por um produto que já tem a morte anunciada: um Windows Vista Business sai em média por R$ 699, contra R$ 299 de um Home Basic.

Para empresas com máquinas de bom desempenho (pelo menos 1 GB de memória RAM, processador de 1 GHz e 64 bits e disco rígido de 80 GB), a migração para o Vista vale a pena. O mesmo ocorre com quem já pretende trocar os computadores e investir em hardware. É a terceira opção; afinal, o Windows 7 provavelmente será desenvolvido com base nos códigos do Windows Vista.

Em casa

O fim do Windows XP nas preteleiras não quer dizer que quem usa computador em casa nunca mais verá a montanha verde e o céu azul, o papel de parede típico do sistema. Além do suporte até 2014, muitos computadores ainda podem vir de fábrica com o XP instalado. Principalmente PCs com configuração mais simples, como os mininotebooks tão desejados atualmente.

Quem já tem máquinas potentes e quer um Vista, pode agora comprar mais barato. Na semana passada, a Microsoft anunciou novos preços para as versões domésticas do sistema.

A orientação geral do consultor de tecnologia Orácio Kuradomi, tanto para empresas quanto usuários caseiros, é migrar para o Vista e configurá-lo de forma a melhorar o desempenho. "Brasileiro quer velocidade. Se alterar as configurações de efeitos e baixar o Service Pack 1, o Vista roda direito", afirma. "Mas sem dúvida é como um carro de luxo: o usuário não precisa de todos os recursos."

As informações são do O Estado de S. Paulo/Link





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