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Sinal de celular chega hoje ao metrô

30/05 - 09:27 - Agência Estado

A mensagem "sem sinal" ou "buscando rede" deve sumir dos celulares dos passageiros da Linha 2-Verde (Vila Madalena-Alto do Ipiranga) do Metrô de São Paulo, a partir de hoje.

Ainda em fase de operação assistida, o sinal para telefones móveis de quatro operadoras - TIM, Vivo, Claro e Nextel - está disponível no trecho entre as Estações Paraíso e Alto do Ipiranga. A Estação Ana Rosa, no caminho, terá o sinal a partir de 19 de junho.

"Vai ser ótimo. Às vezes, alguém precisa dar algum recado e não consegue", diz a estagiária de Direito Mariana Leite da Mota. Sua colega Karina Ferreira contou que já tentaram avisá-la que não precisava voltar ao escritório onde faz estágio ou que deveria ir a outro lugar, mas não conseguiram. Para o consultor financeiro Emerson Pagani, o acesso ao celular vai facilitar a vida. "O tempo que a gente fica dentro do metrô agora pode ser usado para resolver muitos problemas."

A instalação das antenas será gradativa. A expectativa do Metrô é que até o fim do ano toda a linha Verde e as Linhas 1-Azul, 3-Vermelha e 5-Lilás tenham o serviço. "O celular foi incorporado à vida das pessoas. O passageiro poderá acessar seus e-mails enquanto faz o trajeto de uma estação à outra", disse o diretor de Assuntos Corporativos, Sérgio Avelleda.

Atualmente, os passageiros podem falar ao celular ao longo de 28,5 quilômetros da rede metroviária em superfície. O investimento de R$ 100 milhões para que o sinal fosse disponibilizado no subterrâneo foi dividido entre as operadoras. A rede é única, mas o espectro é dividido. As empresas vão pagar uma taxa mensal pela concessão - que começa com parcelas de R$ 76,4 mil no primeiro ano e sobe até R$ 97,3 mil a partir do quinto ano de funcionamento. "Outras operadoras que quiserem prestar o serviço também poderão cadastrar-se", disse Avelleda.

As antenas serão distribuídas pelos túneis e estações para captar o sinal da superfície. O mesmo sistema já é utilizado em Tóquio, Hong Kong, Santiago e Rio. Segundo Avelleda, a tecnologia já poderia ter sido instalada em São Paulo, mas a empresa que ganhou a licitação em 2004 não conseguiu concluir o projeto. Por isso, em 2006, pensou-se no modelo de sistema compartilhado de operadoras.

As informações são do O Estado de S. Paulo





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