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‘Homem de Ferro’ voa alto e faz bonito

28/05 - 14:14 - Agência Estado

Sucesso nos cinemas, o filme "Homem de Ferro" - baseado no polêmico magnata alcoólatra e mulherengo criado por Stan Lee - fez bonito nos videogames. O jogo conseguiu captar totalmente a essência do filme, especialmente as partes em que o personagem voa pelos céus destruindo mísseis e desviando de caças supersônicos.

Os controles são um pouco complicados, mas em uma hora de jogo já dá para pegar o jeito. É como se fosse uma mistura de Ace Combat - jogo de combate aéreo com caças - com tiro em terceira pessoa. O único porém é que, quando o "Homem de Ferro" está com os pés no chão, vira alvo fácil. Tentar controlar seus movimentos é, além de difícil, bastante frustrante.

Por que diabos uma pessoa capaz de voar e destruir armas de destruição em massa chispando pelo céu vai perder tempo se arrastando pelo chão como um mero mortal? Arrastar é bem o termo, pois toda a agilidade do guardião dourado se apaga quando o pobre desajeitado toca o chão.

Graficamente, o game tem momentos espetaculares, mas escorrega nos detalhes. O modelo tridimensional do protagonistas é primoroso e o visual é impressionante quando ele está sozinho. Pena que os outros personagens, especialmente os terroristas, não tenham merecido o mesmo capricho.

Uma sacada interessante do game é colocar na mão do jogador o gerenciamento do consumo de energia da armadura. O sistema é controlado com o direcional em cruz do controle e permite que se desvie força para os propulsores, para as defesas e aos raios repulsores em tempo real.

Se for bem usada, a energia máxima dos repulsores resulta em um destrutivo tiro que parte do peito do herói, forte o suficiente para esmigalhar um tanque. Esse tiro, chamado unibean, demora para ser concentrado, mas vale cada segundo. O efeito visual da concentração de energia é muito marcante.

O game conta com um interessante elemento de RPGs: conforme você vai avançando no jogo, pode desbloquear novas armaduras, algumas saídas diretamente dos quadrinhos. As versões para Xbox 360 e PS3 têm armaduras exclusivas. No PS3, você libera a armadura Extremis - que apareceu na série homônima dos quadrinhos, recentemente lançada no Brasil - e no X360, a armadura Silver Centurion, que apareceu nos quadrinhos durante a década de 1980.

Mesmo com tantas virtudes, Homem de Ferro não é perfeito. As missões são divertidas até certo ponto, pois a repetição começa lá pela segunda metade do jogo. Obviamente, isso acontece porque a Sega, empresa responsável pelo jogo, tentou aumentar artificialmente seu tamanho adicionando missões genéricas. É uma pena porque, se fosse mais curto e intenso, Homem de Ferro poderia ser um dos melhores games adaptados do cinema até agora.

A versão para PSP do jogo, também testada pelo Link, é bastante fiel às versões de PS3 e Xbox 360. A única diferença notável são os gráficos - obviamente simplificados em relação aos "irmãos maiores" - e os controles. Como o PSP não conta com duas alavancas analógicas, o sistema de mira é simplificado. Demora um pouco para se acostumar, mas a experiência de jogo é bastante satisfatória.

Quem ainda não entrou na nova geração de consoles e tem um PlayStation 2 em casa também pode jogar Homem de Ferro, pois o game ganhará uma versão para o popular console da Sony. A versão para PS2 é uma adaptação da do PSP, com a vantagem de ser mais fácil de ser controlada, por conta das duas alavancas analógicas do controle de PS2.

Obrigatório para os fãs de Tony Stark no cinema, o game convence quem é fã do personagem nos quadrinhos - mesmo aqueles que não entendem como ele acabou virando um fascista na saga Guerra Civil, recentemente publicada - pois é recheado de referências ao legado impresso do Homem de Ferro.





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