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Banda larga é reprovada em teste

21/05/2008 - 09:22 - Agência Estado

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Antes de contratar o serviço de banda larga, o consumidor deve olhar o teste realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) - composto por membros do governo, empresas, terceiro setor e da comunidade acadêmica - com as três maiores fornecedoras de serviço de banda larga no País.

No resultado final, NET (Vírtua) e a Telefônica (Speedy) tiveram problemas de velocidade e estabilidade da conexão. Já a TVA (Ajato), descumpriu prazos de instalação e teve o atendimento considerado ruim.

"O teste foi realizado no fim do ano passado por seis voluntários que contrataram o serviço das três empresas na Capital", explica Carlos Thadeu de Oliveira, coordenador das pesquisas Idec. A velocidade escolhida foi de 2 Mbps (megabytes por segundo). "Somente na Telefônica a velocidade teve de ser de 1 Mbps, pois no momento da contratação fomos informados de que essa era a maior velocidade disponível para o local de instalação."

As questões práticas foram avaliadas com softwares desenvolvidos pelo CGI. O Ajato não apresentou problemas técnicos significativos. Já com o Speedy somente 60% dos sinais chegaram e o restante se perdeu. No Vírtua, o maior problema foi a lentidão da conexão, com velocidade abaixo da prometida. Nesse quesito, as próprias empresas não garantem 100% da velocidade informada - NET garante 10%, TVA 40% e Telefônica 10%.

Tanto NET quanto Telefônica praticaram a venda casada. A NET exigiu a contratação do serviço de TV por assinatura e a Telefônica , a assinatura básica de linha telefônica. "Mesmo que para instalar a internet seja necessário ter o ponto telefônico, não deveriam cobrar a assinatura. O cliente pode desejar a internet, mas não um telefone fixo", diz Thadeu.

As empresas não mostram, ainda, compromisso com os prazos. A NET não fez as instalações nos dias combinados. TVA e Telefônica efetuaram o serviço dentro do prazo em apenas uma casa. Em uma residência, a Telefônica instalou o Speedy com dois meses de atraso.

Outro problema é que Virtua e Ajato cobram multas de rescisão contratual de acordo com o local da instalação. "Você fica na mão do atendente, pois não existe um padrão de valor", garante Thadeu.

A NET informa que os esclarecimentos sobre as questões levantadas foram passados para o Idec. A TVA diz que em nenhum dos dois casos houve cobrança de multa e o que aconteceu foi "um equívoco do operador, o que já foi regularizado". A Telefônica está analisando os resultados do teste para poder esclarecer todas as questões apontadas.

As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso





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