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Mulheres lideram o hábito de imprimir

28/04 - 09:20 - Agência Estado

Uma pesquisa realizada em diversos países do mundo pela Info Trends aponta uma nova tendência no mercado de fotografia. As pessoas voltaram a revelar fotos, incentivadas principalmente por mulheres.

No Brasil, em média 15% das fotos produzidas são reveladas e 21% das pessoas imprimem as imagens menos de uma semana após tirá-las.

Em seu site (www.capv.com), a Info Trends define-se como "uma empresa líder mundial na área de pesquisas de mercado e consultoria estratégica para a indústria de imagens e documentos digitais". O estudo foi encomendado pela Kodak para ajudá-la a definir suas prioridades diante das mudanças rápidas provocadas pela popularização da fotografia digital.

De acordo com Marcio Daniel, diretor comercial da Kodak no Brasil, as mães são o principal público da revelação de fotos. "Elas são as mais preocupadas em preservar as imagens e a memória da família", diz. Entre os formatos de fotografia existentes, o papel, segundo Daniel, é "o único que provoca emoção".

Pode reparar que a pesquisa realmente capta uma tendência de comportamento bem visível em nosso cotidiano. Os homens adoram tirar fotos, mas, na hora de mostrá-las, são quase sempre aquela sua tia ou irmã as mais animadas em qualquer reunião da família. Difícil ver o primão reunindo o pessoal para destacar cada pose, careta ou gafe.

A maioria dos entrevistados (62%) diz que imprime as imagens para compartilhar com a família e os amigos; apenas 24% para emoldurar e decorar a casa. A vontade de "mostrar as fotos" influencia nada menos que 86% dos consumidores.

Segundo a pesquisa, apenas 11% das pessoas nunca revelam fotografias. Por revelar, claro, entenda-se imprimir. Nada disso quer dizer que o conceito digital acabou, muito pelo contrário.

Mudança de foco

A pesquisa traz informações que podem alterar a estratégia das empresas. A própria Kodak, cujo nome sempre esteve associado à fabricação de filmes fotográficos e passou por maus bocados com a explosão da fotografia digital, está redefinindo seus passos e planeja lançar novas câmeras de filme, quase descartáveis e muito baratas.

O investimento em equipamentos para revelação digital também deve crescer - e esperamos que torne a impressão mais barata do que é hoje.

De acordo com o diretor da Comunidade Mundial de Associações da Imagem (PMA), Roberto Ricci, a tendência é que as lojas de fotos se transformem em "lojas de imagem". Em dez anos, o número de pontos de vendas no País despencou de 8 mil para 5 mil. "As lojas demoraram para conhecer os produtos digitais." E esses produtos já estão se modificando novamente. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

*C/ Filipe PachecoU




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