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IBM apadrinha empresas de tecnologia em ascensão no País

18/04 - 09:15 - Agência Estado

Criada por quatro amigos apaixonados por games, a Hoplon funciona desde 2004 dentro de uma incubadora de empresas em uma universidade, em Florianópolis. A Hoplon ainda é uma empresa nascente, ou seja, não tem faturamento. Mas a rotina do presidente e fundador Tarquínio Teles, de 37 anos, não se parece em nada com a de um pequeno empresário.

Nos últimos anos, seus compromissos incluem reuniões com executivos de multinacionais e grupos de investidores estrangeiros, além de participação em eventos no exterior, onde apresenta a empresa. A saga do empreendedor tem como objetivo obter cerca de US$ 30 milhões para poder colocar seu produto (games e comunidades virtuais) no mercado. Até o final do ano, acredita ele, o dinheiro deve chegar. "Estamos muito perto."

O caminho de Teles, traçado por milhares de empreendedores mundo afora, foi encurtado por meio de uma parceria com a gigante de tecnologia IBM. Desde 2002, a multinacional está levando a países emergentes a IBM Venture Capital Group. O grupo é um braço da companhia encarregado de identificar empresas com potencial de inovação e recomendá-las a investidores. No Brasil, 12 pequenas, médias e grandes empresas já receberam aporte de capital de risco por sugestão da IBM.

Agora, a companhia quer ampliar a atuação do projeto no País. "Nos próximos anos, veremos um grande avanço nesse tipo de parceria", diz a diretora da IBM Venture Capital Group, Claudia Fan Munce, que esteve no Brasil nesta semana. "O ambiente empreendedor desenvolveu-se muito por aqui nos últimos anos", diz Claudia. Ela acredita que o crescimento da indústria de capital de risco e a abertura da universidade à essa expansão favoreceu o cenário.

A executiva sabe do que está falando. Nascida na China, ela veio com a família para o Brasil com 11 anos. Estudou em colégios tradicionais paulistanos e fez Matemática na USP. Com 22 anos, resolveu se graduar também nos Estados Unidos, em Ciências da Computação. "Meu conhecimento como brasileira vai ajudar muito no trabalho da executiva", afirma Claudia, há 25 anos na IBM.

A companhia deve montar em breve uma equipe no Brasil para trabalhar apenas na identificação dos novos negócios, o que até agora não ocorria. O grupo vai aproximar universidades, incubadoras e jovens empresas de grupos de capital de risco locais e estrangeiros. É um casamento, que, quando concretizado, traz lucro para a IBM. No ano passado, dos US$ 98,8 bilhões que a empresa faturou no mundo, um terço foi gerado por parcerias de negócios.

"Os dois lados saem ganhando", diz Teles, da Hoplon. O avanço das negociações para receber capital, segundo ele, não teria acontecido sem as portas abertas pela IBM junto a investidores americanos. Os executivos da multinacional também ajudaram os empreendedores a fazerem o plano de negócios. "Sem isso, seríamos só mais uma startup de tecnologia."

Oportunidade

"Muitos investidores de fora querem entrar no Brasil, de olho no avanço em áreas como energia e agricultura", diz Claudia. Um desses interessados é o fundo de venture capital Draper Fisher Jurvetson, da região do Vale do Silício. Parceiro da IBM nos EUA, a companhia criou um fundo junto com a brasileira FIR Capital para investir US$ 100 milhões no Brasil em empresas em fase inicial ou em desenvolvimento.

"Os EUA já estão começando a ficar saturados para as empresas de venture capital", diz Evangelos Simoudis, diretor da Trident Capital, outro fundo norte-americano que esteve no Brasil para sondar as oportunidades junto com a IBM.

As informações são do O Estado de S. Paulo





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